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17/08/2013

Toca aí...

Por Carol Zanola

File 2013
Interatividade é aquilo que permite ou é capaz de interação. De um sistema multimidiático em que um usuário pode executar um comando e o programa responde, controlar ações e a forma como o próprio funciona. Desde a visualização que é capaz de reagir a diferentes entradas do usuário.
Temos que voltar no tempo e relembrar que interatividade foi uma condição

revolucionária e inovadora da informática, das artes, dos bens de serviços e de tantos outros meios. Para alguns o "interativo" pode se qualificar em qualquer coisa cujo funcionamento permite ao seu usuário algum nível de participação ou troca de ações.
The Creators Project 2012
O alastramento do conceito de interatividade vem da Pop Art. O carioca Hélio Oiticica, com a sua "antiarte" revolucionou a década de 60, que sofria com a ditadura. O artista propôs que os observadores de sua arte “as vestissem” de fato. Assim, surgiram os "Parangolés", que eram capas/estandartes (coloridos) para que o público pudesse efetivamente fazer parte de sua obra. Segundo o crítico Mário Pedrosa: “Foi durante a iniciação ao samba, que o artista passou da experiência visual, em sua pureza, para a experiência de tato, do movimento, da fruição sensual dos materiais, em que o corpo inteiro, antes resumido na aristocracia distante do visual, entra como fonte total da sensorialidade".

Esse "participacionismo" que envolvia o público em manifestações artísticas começava a virar uma tendência em diversos países do Ocidente. A concepção corrente entre artistas da época era que a arte não deveria ser vista apenas, mas penetrada fisicamente pelo público.



Trecho da música “Parangolé Pamplona” - Adriana Calcanhotto

Para o delírio porta aberta
Pleno ar
Puro Hélio
Mas
O parangolé pamplona você mesmo faz




Carol Zanola é assistente de arte. Tem formação superior em Produção Multimídia. Apaixonou-se logo cedo pelo cheirinho de jornais e revistas e nunca dispensa um belo café. Estudante da Oficina de Teatro 2013, do grupo A Ordem do Caos.