25/08/16

Fruta fresca



Desligou a luz da sanidade. 
Quebrou tabus. 
Divertiu-se como nunca. 
O seu “eu” surgiu como fruta fresca. 
Cruzou com vários outros “eus”. 
Viraram chafarizes de satisfação. 

Acordou. 
Chocou-se com seu pequeno universo medíocre.
Era hora de ir trabalhar. 


(junho de 2014)

Foto: Delírios das borboletas

Danilo Moreira é jornalista e escritor. Além de gostar de observar e delirar sobre as entrelinhas do cotidiano, também produz conteúdos voltados à Criatividade no site Gênio Criador. Trabalhou no teatro por três anos com atuação e criação de roteiros. Seu blog pessoal é o Ponto Três. Escreve mensalmente para o AODC Notícias.

02/08/16

Inscrições online | Oficina de teatro A Ordem do Caos

Não conseguiu vir ao Centro Cultural Jabaquara em julho para fazer sua matrícula em uma das oficinas teatrais mais procuradas da cidade? Opa, vamos te dar uma nova oportunidade!

Abrimos inscrições pela internet \o/
Mas fique atento: o prazo é relâmpago!

INSCRIÇÕES ENCERRADAS

De 2 a 10 de agosto, receberemos inscrições NESTE LINK para a Oficina A Ordem do Caos. Atenção: trata-se de uma pré-inscrição. Sua vaga somente estará garantida ao comparecer ao local de aulas, o Centro Cultural Jabaquara, no primeiro dia de aula, dia 14/08, às 13h. Não perca esta nova chance!

As aulas são totalmente gratuitas e não há exigência de experiência prévia na área. Você precisa ter mais de 15 anos de idade e, no dia, levar documento com foto.

**Quem já fez a inscrição presencialmente receberá até a próxima semana um e-mail de confirmação. No entanto, assim como as inscrições pelo site, você só garante a vaga ao comparecer ao CCJabaquara no primeiro dia das atividades.

Portanto, corra, faça sua matrícula e nao perca mais tempo!

Esperamos você na Turma II da Oficina Teatral A Ordem do Caos :D

**Dúvidas? Acesse nosso evento no Facebook, envie uma mensagem inbox em nossa página ou mande um e-mail para imprensa@aordemdocaos.com.br

23/07/16

O penúltimo domingo foi repleto de risadas | 11ª Mostra Cultural A Ordem do Caos

Por Larissa Costa

Quem iniciou o terceiro domingo da 11ª Mostra Cultural foi a cantora Nélida, com canções sobre amor e sua ausência. Há cerca de 17 anos ela se envolveu com a arte, por meio de corais, e hoje é professora de canto. Ela trouxe ao público o projeto Sobre amor essas coisas, pontapé inicial de um projeto maior, o “Dor de Cotovelo”. Segundo a artista, esse trabalho é autobiográfico, mas também inclui histórias de outras pessoas a respeito de como tratar as coisas do coração. “É muito interessante a forma que as pessoas lidam com o amor, com a paixão - as duas coisas são diferentes - e também com a falta disso”, declara.

Em seguida, a peça O Funeral, da Cia Vida em Ação - formada em 2013 - tomou a atenção do público. Apesar do título um pouco mórbido, a apresentação de apenas dez minutos é regada de humor. A história se passa em torno do funeral de uma das personagens de outras esquetes da Cia e da partilha de bens da falecida. As senhoras que tentam ficar com as coisas valiosas acabam se frustrando e, a partir disso, a comédia se instala. Amanda Alves, uma das integrantes do coletivo, afirma: “A gente trabalha, estuda e ainda tem que correr para fazer as apresentações. Nós fazemos porque gostamos mesmo. Sempre na correria, mas sempre com bom humor”.

Para não perder o timing do humor, A Vida Íntima de Gabriela, espetáculo da WM'S Cia de Artes e Dança, chega ao palco e conquista ainda mais risos do público. Existente há dois anos, a peça foi reformulada, de dança para teatro. Com suas palhaçadas e artifícios, Gabriela e sua mãe, Dona Dodô, contam como foi sua cansativa viagem de Ilhéus a São Paulo em busca de Reginária (irmã de Gabriela), trazendo um potinho com farofa e outro com (deliciosas) rapaduras e mocotó. Neuza, intérprete da mãe de Gabriela, é atriz desde 2006 e conta se divertir muito com a montagem. “Eu adoro. Gosto muito de brincar com o público e é sempre um trabalho legal”, conta.

Ainda com muita alegria e risos, a Cia Os Desconhecidos traz a peça E Lá Vou Eu, conquistando um momento de reflexão do público. Desde o final de 2015 o grupo - existente há seis anos - realiza estudos relacionados à escravidão e sua relação com a atualidade. “O nosso objetivo é tentar mudar a cabeça [das pessoas] da periferia, mostrar que eles podem buscar mais e ir além. Não simplesmente trabalhar dia após dia e dar dinheiro para quem é rico e só quer enriquecer: nossa ideia é demonstrar os erros e apontar que a gente pode correr atrás disso, resolvê-los”, explica Renan, fundador do coletivo.
Rodrigo, ator e membro da companhia, fala um pouco sobre as ideias que fizeram surgir a peça. “A gente viu muito paralelo em o Navio Negreiro ser o ônibus dos dias atuais e vários outros aspectos que batem  com nossa realidade. Sem dúvida, estar no palco é muito emocionante. Tem que entrar na personagem... e é uma coisa maravilhosa, ainda mais com o público super receptivo. Eu fiquei muito agradecido”, revela.

Giselle Alcantara assistiu a todas essas apresentações e diz ter gostado bastante, ressaltando uma delas: “Todas as peças estão muito boas, com poucos intervalos. Uma está melhor que a outra. Gostei muito da esquete [O Funeral], delas achando o diamante no fim das cinzas”, conta.
Cléia veio da Praia Grande especialmente para assistir Mulher Inteira, peça cuja sua sobrinha é diretora, e diz que também gostou de assistir às comédias do dia: “Eu gostei por fazer a gente sorrir”, declara. A peça que Cléia desejava assistir, enfim entrou em cena. Mulher Inteira, da Cia As Marcelinas (vinda de Barueri e existente desde 2014) mexeu principalmente com o público feminino, por tê-lo como tema principal do enredo. Senhoras e jovens garotas dividem o palco, encenando, dançando e questionando o papel da mulher nos dias de hoje.

Ao ser questionada sobre o objetivo da apresentação, Drica, professora de dança contemporânea do grupo, é clara: ”Refletir sobre qual o papel da mulher, o que é ser mulher no dia a dia”. Eduardo Sena, professor de teatro do grupo, fala sobre a reação de quem assiste: “É uma maravilha ver como o público recebe a história. Eu fico lá atrás e vejo a reação das pessoas, vibrando, chorando, e então penso que estamos no caminho certo”. 
De acordo com Drica, o curso que as atrizes participam é na verdade uma seção de oficinas, e não um “teatro regular, técnico ou profissional, mas sim abertas ao público, para qualquer pessoa - iniciantes com intermediários e etc.”, com vagas abertas constantemente.

Finalizando o domingo, foi a vez do Grupo Teatro Delivery (com oito anos de estrada) apresentar a Sessão Delivery, com seis diferentes esquetes encenadas por diversos atores. Pretende-se, com este projeto, literalmente levar o teatro às pessoas. Eles realizam apresentações onde puderem, inclusive casas, basta pedir, tal qual um verdadeiro delivery de fast food, só que de cultura e entretenimento, como diz Roberto Borenstein, fundador da companhia. “A ideia é levar o teatro para onde nos abrirem as portas”. O ator ainda complementa: "O objetivo é fazer peças que caibam em qualquer espaço, como um teatro meio 'camaleão', tomando a forma do lugar que a gente entra”.
Lucas Cavalcanti apresentou a cena “Cabeça de Vento”, sobre um garoto que tem uma intensa relação com o vento. Está no início dos estudos sobre teatro e, para ele, essa apresentação foi essencial: “Eu queria ter esse treino de, enquanto ator, estudar um tema que eu queira falar sobre, que tem alguma relação comigo, e entrar nesse universo do Teatro Delivery. Estou testando muitas coisas e é um presente fazer essa cena”, diz.

Luciano de Faria participou de três das esquetes. Formado pela Macunaíma em 2014, faz parte do grupo desde o início deste ano. Ele fala sobre a importância deste trabalho. “Eu escolhi essa profissão porque eu nela eu brinco. Já trabalhei em banco, ganhava super bem, só que meu dia era muito chato. Portanto, aqui eu tenho a possibilidade de no meu trabalho estar me divertindo, e isso para mim é a coisa mais especial do mundo”, conta, empolgado.

O próximo domingo, dia 24 de julho, é o encerramento da 11ª Mostra. As últimas peças de conclusão da oficina e outras atrações estarão esperando por você! Não perca!

Larissa Costa é estudante de jornalismo e estagiária na FAPCOM - Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação. Acredita que foi a profissão que a escolheu e não o inverso. Gosta de observar os detalhes e admirar o que parece ser invisível. O estranho a envolve, o novo a atrai. Ama sorrir e chamar sorrisos. Gosta de ser feliz e transmitir esse sentimento a todos e todas que puder. É uma pequena garota que busca realizar seus gigantescos sonhos.

14/07/16

O que rolou no segundo domingo de apresentações | 11ª Mostra Cultural AODC

Por Larissa Costa


10 de julho foi dia coisa séria! Assuntos como educação, periferia e história do Brasil chegaram ao palco da 11ª Mostra Cultural A Ordem do Caos. Ainda assim, também teve espaço para aquele rock, rap de primeira e muitas risadas!


A Família Unidos pela Dança, de Parelheiros, extremo sul da capital paulista, abriu o domingo cultural com Brasil Sem Censura, espetáculo de dança reunindo mais de 20 coreografias de diferentes estilos, como baião, dança de rua, contemporâneo e ballet. Há três anos eles estão juntos, levando uma opção cultural à cidade, por meio de seu trabalho no CEU Parelheiros.

Gabriel é um dos bailarinos e comenta sobre a primeira apresentação fora do bairro: “Tirar ele de onde estamos acostumados é uma oportunidade de fazer outras pessoas conhecerem o que temos a oferecer e saber um pouco sobre a história do Brasil pela nossa arte”.

Jéssica Alves, professora e coreógrafa do grupo, também nos falou um pouco sobre a equipe e a apresentação. “Eu me orgulho muito de fazer parte desse grupo. É um trabalho árduo, mas que compensa no dia a dia quando vemos o sorriso de cada um deles. O espetáculo tenta resgatar uma consciência. A gente trouxe o navio negreiro que existiu há anos, porém ainda vivemos em um navio negreiro, só que com outro formato. Eu senti muita emoção pelo elenco e pelas pessoas que estavam assistindo. Eu percebi que a informação realmente foi passada”, conta.




Islari, também bailarina, revelou que tanto as pesquisas sobre os temas da apresentação, quanto figurinos e maquiagem, foram feitos por eles. “Cada peninha do figurino foi esforço nosso, ficamos dias sem dormir”, relata. Assuntos como educação, periferia e brincadeiras infantis que foram esquecidas por conta da tecnologia, entre outros temas, são abordados no espetáculo. Islari ainda falou sobre a evolução desse trabalho. “No primeiro espetáculo, se não me engano, tínhamos treze coreografias. Neste estamos com 21. Cada vez estamos reunindo mais temas”, diz.


Após assistir à apresentação, Taires, que estava na plateia, disse sobre o que viu: “Gostei da dança, em alguns momentos eu até me emocionei, principalmente nas partes que falavam sobre o nordeste. Ainda mais do jeito que eles dançam, 'casa' muito bem”. O espectador Cleiton complementa: “Foi bacana, bem diversificada”.

Em seguida foi a vez do rap entrar em cena. Mano Money's e Dj Conrado fizeram a cabeça da galera com músicas do primeiro disco solo de Money’s, Manutenção dos Fatos. Vindo diretamente do Grajaú, ele explica a respeito de suas músicas. “Nas letras eu costumo muito falar de mim e das minhas vivências, acreditando que essa troca possibilita a identificação do público com o que outras pessoas viveram e, de repente, eles percebem que têm algo em comum. Eu trabalho bastante a questão do sonho. A gente vem de um contexto onde somos estigmatizados, onde existe uma questão de vulnerabilidade social, mas a minha mensagem é que, mesmo com esse contexto, nós não precisamos nos vitimizar”. Além das canções, ele atua com outros colegas artistas no coletivo Fronte, promovendo ações comunitárias que envolvem shows, saraus e poesias, entre outras atividades no Grajaú.


Continuando com muita música, a banda Em Busca de Sofia encantou o público com sua energia de rock indie-folk alternativo. O grupo veio do Capão Redondo e é composto por amigos que se conhecem desde a infância. Abner Bruce, vocalista, confessou ter ficado bem apreensivo e ansioso pela apresentação. “Por conta da nossa linguagem um pouco cristã, a gente se apresenta mais em igrejas. Em um espaço cultural foi a primeira vez. Acho que eu nunca estive tão nervoso (risos). Eu achei a experiência ótima e pretendo voltar outras vezes”.



Em seguida foi a vez dos estudantes da Oficina AODC subirem ao palco em sua peça de conclusão. Comédias Podres foi dirigida por Marcos Batsi - estreante na direção, mas participante das atividades desde 2013 e integrante do grupo desde o ano seguinte. “Foram seis meses de loucura e correria. Foi bem cansativo, mas no final, saiu”, declara o diretor. Ele fala também sobre o processo de adaptação do texto, que sofreu alterações para maior compreensão do público. “A gente teve que adaptar muita coisa, inclusive para a cultura pop atual, como os memes de internet, para as pessoas se familiarizarem e entenderem, darem risadas... Foi bem gostoso de escrever”.

Sara Santos interpretou a personagem “Maria Debilitada” e comenta: “Eu estou muito feliz. Deu muito trabalho, quem vê de fora não imagina o quanto é difícil estar lá no palco. Agora a sensação é de missão cumprida! É muito gratificante”.

Dona Ana Maria veio assistir às apresentações e saiu do CCJabaquara encantada. “Eu fiquei muito feliz! O teatro é isso: vida. Achei muito interessante também as bandas... o rap em um protagonismo social atual, falando de realidade. A Em Busca de Sofia fala muito ao coração da gente. Eles têm uma energia muito boa. Eu me senti muito à vontade. Especialmente a penúltima música, eu senti bem direcionada para mim”, desabafa, feliz. 

A penúltima apresentação do dia ficou por conta do Palhaço Fusquinha de Porta Aberta, vindo de Sorocaba, interior do Estado. O artista surpreendeu o público com seus malabares com bolinhas, claves e instrumentos com fogo, além de provocar altas risadas. A interação dos espectadores foi fundamental para que o espetáculo fosse bem feito, contando com adultos e crianças para ajudar em seus truques. "Eu comecei com malabarismo em 2005. Meu irmão ia em raves e me mostrava algumas coisas que via por lá. Passei a estudar essa modalidade, e em 2007 fui ampliar meus conhecimentos”, diz o palhaço. “Desde que fui trabalhar com a arte eu aprendi sobre o mundo de uma forma geral e abri meus olhos para outras coisas. Por exemplo, vi como viver sem ter uma rotina e a importância de levar uma atividade deste tipo a alguém que nunca viu. Isso é algo muito gratificante, nos motiva muito”, finaliza Fusquinha.

Fechando a noite, a Vidraça Cia de Teatro (Mogi-Mirim/SP) despertou risos e reflexão com a peça Mobral. Por meio de metáforas e declarações de vivências reais dos atores, a apresentação fala sobre educação, os profissionais que trabalham com ela e o tratamento que esse setor recebe no Brasil e em outras partes do mundo. Luiz Dalbo, um dos integrantes da companhia, revelou o objetivo do espetáculo: “A gente acredita no teatro que é transcendente. Leve para a casa a mensagem, replique, leve para os outros. A nossa proposta é instigar as pessoas a refletirem e pensarem em mudanças”. O ator retorna à 11ª Mostra no próximo domingo, dia 17, desta vez com a peça A Vida Íntima de Gabriela, pela WM'S Cia de Artes e Dança. Não vai perder, certo? Esta e outras atrações esperam por você a partir das 14 horas no Centro Cultural Jabaquara. Até lá!

*Quer conferir toda a programação? Acesse: https://www.facebook.com/events/245044222534792/

**Aproveite a visita à Mostra Cultural e se inscreva para a turma de 2º semestre da Oficina Teatral A Ordem do Caos. Confira os detalhes sobre as atividades: https://aodcnoticias.blogspot.com.br/2016/06/oficina-de-teatro-gratuita-em-sao-paulo.html

Fotos: Alex Silva

Larissa Costa é estudante de jornalismo e estagiária na FAPCOM - Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação. Acredita que foi a profissão que a escolheu e não o inverso. Gosta de observar os detalhes e admirar o que parece ser invisível. O estranho a envolve, o novo a atrai. Ama sorrir e chamar sorrisos. Gosta de ser feliz e transmitir esse sentimento a todos e todas que puder. É uma pequena garota que busca realizar seus gigantescos sonhos.

07/07/16

Canvas, pixels e rupturas

Por Tamires Santana

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Ao longo da história, nenhuma sociedade deixou de produzir arte, aliás, ela já havia sido esculpida pela natureza muito antes da humanidade existir. No entanto, a noção de arte foi distorcida pelos caminhos de uma produção artística seletiva, hoje conservada em museus, galerias, templos e em obras consagradas. Mas à medida que ampliamos o entendimento sobre o assunto, o olhar quanto ao visível que simboliza o invisível sofre uma ruptura e passamos a entender a arte fora de hierarquias padronizadas. 

Canvas, Pixels e Rupturas, documentário produzido por Tamires Santana, dá uma pincelada no panorama do mundo das artes, comenta a história e obras do artista urbano Bonga Mac e incentiva um novo olhar ao espectador dentro de uma linguagem descontraída, crítica e poética.

Tamires Santana, 26 anos, é empresária de Bonga Produções, jornalista de formação e design gráfico de paixão. Trabalha na área de criação e conteúdo em projetos culturais e educacionais voltados à arte urbana e ao graffiti. Acesse: http://tamisantana.wix.com/oficial

11ª Mostra Cultural | Resumo do primeiro domingo de apresentações

Por Larissa Costa



As primeiras apresentações da 11ª Mostra Cultural AODC ocorreram domingo, 3 de julho. Se você não foi ou quer saber mais sobre o que rolou, é só conferir abaixo:

Abrindo a tarde, foi apresentada a peça de conclusão da oficina Sonho de uma Noite de Verão, dirigida por Pâmela Gomes (em sua estreia como dourada- membro oficial da AODC). Segundo ela, havia um medo no início de o público não dar risadas, afinal é uma comédia e o público seria como um termômetro. “Pelo que percebi começamos ‘morno’, mas depois que você recebe essa energia [dos risos], ai é hora de brincar, de ser feliz, e deu tudo certo”, conta a monitora.


Raone Turco interpretou Oberon - o Rei dos Elfos e, para ele, valeu a pena. “Foi uma experiência diferente. Acho que foi algo que nós construímos passo a passo durante todo esse semestre de trabalho, para chegar até aqui e entregar o melhor que a gente pôde. Eu, particularmente, considerei muito satisfatório escutar o público rindo das nossas palhaçadas, então foi gratificante”, afirma o estudante.

Senna Kozuma, que encarou a personagem Puck - um elfo que adora pregar peças e fazer travessuras na floresta, também falou sobre sua experiência no palco. “Por ser um clássico, eu fiquei preocupada porque muitos podiam já conhecer a história, só que ninguém sabia como a gente iria fazê-la. E vendo o pessoal dando risadas, eu acredito que a gente fez o trabalho da melhor forma possível”.

A espectadora Jéssica, que já fez parte da oficina AODC há alguns anos, veio ao Centro Cultural Jabaquara desta vez para prestigiar seus amigos. Na época em que participava da oficina, a duração das aulas era de um ano. Agora, devido as atividades terem se tornado semestrais, ela reconhece a dificuldade e elogia o grupo: “A gente sabe como acontece a preparação, o estudo das falas personagens... Eu achei bem legal, interessante. O pessoal deixou a peça bem divertida. Por serem seis meses, acho que eles mandaram ver!”, relata. 

Em seguida houve uma breve, porém contagiante apresentação de dança. Giuliana Correa Leite, mais conhecida como Diuly, apresentou uma de suas coreografias. Ela é professora há quase quatro anos nas escolas Academia New Ritmu' s e Fama Circo e Pole, ministrando aulas de Danças Urbanas e Dança do Ventre desde o início de 2016. Aos 21 anos, a professora tem pelo menos sete de muita dedicação e aprendizado. 




A penúltima apresentação ficou por conta da Cia Teatral Ligia Loschi, vinda diretamente de Valinhos para apresentar a peça O Advogado de Deus. O espetáculo veio para São Paulo com um novo formato: antes os movimentos remetiam a algo mais coreografado, e desta vez o foco foi manter algo “mais teatral”, como afirma Melissa Souza, integrante do grupo e atriz.
Ligia Loschi, diretora da companhia, explica que o trabalho surgiu de uma conclusão de curso técnico profissionalizante e comenta sobre a equipe: “A gente vê que o elenco está crescendo, então isso é muito bacana”. 







Cena do espetáculo A Insana



Após o intervalo, a ultima peça da noite foi A Insana, também de conclusão da oficina AODC, dirigida por Viviane Miranda, que participa da oficina há três anos. Este ano, ela também tornou-se “dourada”, além de assumir um grupo de estudantes como monitora e dirigir uma peça pela primeira vez. “Foi um trabalho incrível, me envolvi de corpo e alma com cada pessoa, com cada personagem, cada aluno. Para mim, foi mágico”, diz. 




O casal Cecília e Carlos veio também vieram prestigiar as apresentações. Para ela, em “A Insana”, o principal foi o trabalho dos atores. “Achei excepcional. Estão de parabéns pela atuação deles”. Carlos concorda: “Foi perfeito”. 

Silmara Lazzaretti, que interpretou Alice, fala um pouco sobre as dificuldades e a sensação após finalizar este espetáculo: “Foi um trabalho maravilhoso. Nos ensaios a gente trabalhou para pegar muita amizade, porque a peça mexe muito com o emocional. Teve uma interação legal com todo mundo. A cada dia testamos um pouco mais e um pouco mais até chegar ao limite, para saber o quão realista a gente conseguiria trazer isso”. “Foi uma experiência maravilhosa para mim”, finaliza.


Então já sabe, né? No próximo domingo não deixe de comparecer ao Centro Cultural Jabaquara, a partir das 14 horas, para conferir mais apresentações. Lembrando que nesse e nos próximos domingos ocorrerão as inscrições (somente) presenciais para a próxima oficina. Estamos te esperando! :)
Larissa Costa é estudante de jornalismo e estagiária na FAPCOM - Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação. Acredita que foi a profissão que a escolheu e não o inverso. Gosta de observar os detalhes e admirar o que parece ser invisível. O estranho a envolve, o novo a atrai. Ama sorrir e chamar sorrisos. Gosta de ser feliz e transmitir esse sentimento a todos e todas que puder. É uma pequena garota que busca realizar seus gigantescos sonhos.