16/09/16

Ribeirão Pires, olha o circo!

Larissa Costa




Palhaços e palhaçadas entram em cena este mês com “De Partida”, espetáculo da CIA Suno, que completa 18 anos em 2016. Os palhaços Sanduba e Fiorella interpretam “novos ciganos”, carregando suas malas e os poucos objetos que acumularam em suas vidas (guarda-chuva, chapéus, cartolas e instrumentos musicais) em uma viagem cheia de descobertas.




“Neste projeto, a Cia. Suno cria um universo colorido e divertido com o personagem lúdico do palhaço, mostrando que mesmo longe do picadeiro, esse personagem segue sua essência e exerce sua maior função dentro do circo: espalhar alegria”. Números de equilibrismo, mágica, contorcionismo e acrobacias também contemplam o show, além de ter sido inspirado na música “Na Carreira”, de Chico Buarque. Neste espetáculo, os personagens criam um universo colorido e divertido, e trazem a nostalgia cantada na música típica da alma do artista.

A Companhia
A Cia Suno já foi coreógrafa da comissão de frente das escolas de samba X9 Santista e Gaviões da Fiel, além de ser convidada pelo Ministério do Turismo e Embratur a representar a arte circense brasileira em Lisboa, Madrid e Argentina.

Programação

Ribeirão Pires- 18/09 às 16:00
TEATRO ARQUIMEDES RIBEIRO - Rua Domingos de Oliveira, 220

Classificação: Livre
Duração: 50 min.


Entrada: Grátis

Fonte:http://www.oregional.com.br/2013/12/cia-suno-apresenta-o-espetaculo-de-partida-no-sesc-rio-preto_306675

Larissa Costa é estudante de jornalismo e estagiária na FAPCOM - Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação. Acredita que foi a profissão que a escolheu e não o inverso. Gosta de observar os detalhes e admirar o que parece ser invisível. O estranho a envolve, o novo a atrai. Ama sorrir e chamar sorrisos. Gosta de ser feliz e transmitir esse sentimento a todos e todas que puder. É uma pequena garota que busca realizar seus gigantescos sonhos.

14/09/16

Terça Tem Teatro!


Larissa Costa


O Itaú Cultural está com uma programação teatral bem interessante este mês. Como destaque, o projeto “Terça Tem Teatro”, traz ao público peças gratuitas às terças-feiras no espaço. Ontem mesmo já foi possível aproveitar a programação, com a peça “O Barril”- texto e atuação de Ângela Dip, direção de Vivien Buckup. - “o monólogo aborda, de maneira bem humorada, a solidão de uma mulher confinada dentro de um barril”. Enquanto conversa sobre coisas do dia a dia, Ângela faz contorcionismo (cerca de 45 posições diferentes) em seu barril.


Na próxima semana, “O Ano Em Que Sonhamos Perigosamente” toma conta do palco. Dirigida por Pedro Wagner, a apresentação tem influências do texto de mesmo nome do filósofo Slavoj Žižek, e busca refletir sobre o momento político atual em que vivemos, além de ser um compilado dos 12 anos de existência do grupo pernambucano Magiluth.


O último espetáculo do mês é “Lamartine Babo”. Com texto de Antunes Filho, direção cênica de Emerson Danesi e direção musical de Fernanda Maia. A peça trata sobre uma banda que ensaia músicas do compositor Lamartine Babo, e de repente são surpreendidos com alguém que parece ter vindo de outra época.

Todas as apresentações são gratuitas e apresentadas às 20hrs na Sala Itaú Cultural. Os ingressos são distribuídos uma hora antes do espetáculo para não preferenciais, e duas horas antes para preferenciais. Todas as apresentações tem acessibilidade em Libras. Veja a programação completa e mais detalhes abaixo:

O que? Terça Tem Teatro
Quando? Toda terça, às 20hrs

O ANO EM QUE SONHAMOS PERIGOSAMENTE- 20/09
Duração aproximada: 75 min.
Classificação: 16 anos

LAMARTINE BABO- 27/09
Duração aproximada: 75 min.
Classificação: 10 anos

Onde? Avenida Paulista, 149 - São Paulo/SP
Sala Itaú Cultural (piso térreo) – 247 lugares
Contatos: 11 2168 1777 / 2168 1776
atendimento@itaucultural.org.br
Entrada gratuita.


Larissa Costa é estudante de jornalismo e estagiária na FAPCOM - Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação. Acredita que foi a profissão que a escolheu e não o inverso. Gosta de observar os detalhes e admirar o que parece ser invisível. O estranho a envolve, o novo a atrai. Ama sorrir e chamar sorrisos. Gosta de ser feliz e transmitir esse sentimento a todos e todas que puder. É uma pequena garota que busca realizar seus gigantescos sonhos.

25/08/16

Fruta fresca



Desligou a luz da sanidade. 
Quebrou tabus. 
Divertiu-se como nunca. 
O seu “eu” surgiu como fruta fresca. 
Cruzou com vários outros “eus”. 
Viraram chafarizes de satisfação. 

Acordou. 
Chocou-se com seu pequeno universo medíocre.
Era hora de ir trabalhar. 


(junho de 2014)

Foto: Delírios das borboletas

Danilo Moreira é jornalista e escritor. Além de gostar de observar e delirar sobre as entrelinhas do cotidiano, também produz conteúdos voltados à Criatividade no site Gênio Criador. Trabalhou no teatro por três anos com atuação e criação de roteiros. Seu blog pessoal é o Ponto Três. Escreve mensalmente para o AODC Notícias.

02/08/16

Inscrições online | Oficina de teatro A Ordem do Caos

Não conseguiu vir ao Centro Cultural Jabaquara em julho para fazer sua matrícula em uma das oficinas teatrais mais procuradas da cidade? Opa, vamos te dar uma nova oportunidade!

Abrimos inscrições pela internet \o/
Mas fique atento: o prazo é relâmpago!

INSCRIÇÕES ENCERRADAS

De 2 a 10 de agosto, receberemos inscrições NESTE LINK para a Oficina A Ordem do Caos. Atenção: trata-se de uma pré-inscrição. Sua vaga somente estará garantida ao comparecer ao local de aulas, o Centro Cultural Jabaquara, no primeiro dia de aula, dia 14/08, às 13h. Não perca esta nova chance!

As aulas são totalmente gratuitas e não há exigência de experiência prévia na área. Você precisa ter mais de 15 anos de idade e, no dia, levar documento com foto.

**Quem já fez a inscrição presencialmente receberá até a próxima semana um e-mail de confirmação. No entanto, assim como as inscrições pelo site, você só garante a vaga ao comparecer ao CCJabaquara no primeiro dia das atividades.

Portanto, corra, faça sua matrícula e nao perca mais tempo!

Esperamos você na Turma II da Oficina Teatral A Ordem do Caos :D

**Dúvidas? Acesse nosso evento no Facebook, envie uma mensagem inbox em nossa página ou mande um e-mail para imprensa@aordemdocaos.com.br

23/07/16

O penúltimo domingo foi repleto de risadas | 11ª Mostra Cultural A Ordem do Caos

Por Larissa Costa

Quem iniciou o terceiro domingo da 11ª Mostra Cultural foi a cantora Nélida, com canções sobre amor e sua ausência. Há cerca de 17 anos ela se envolveu com a arte, por meio de corais, e hoje é professora de canto. Ela trouxe ao público o projeto Sobre amor essas coisas, pontapé inicial de um projeto maior, o “Dor de Cotovelo”. Segundo a artista, esse trabalho é autobiográfico, mas também inclui histórias de outras pessoas a respeito de como tratar as coisas do coração. “É muito interessante a forma que as pessoas lidam com o amor, com a paixão - as duas coisas são diferentes - e também com a falta disso”, declara.

Em seguida, a peça O Funeral, da Cia Vida em Ação - formada em 2013 - tomou a atenção do público. Apesar do título um pouco mórbido, a apresentação de apenas dez minutos é regada de humor. A história se passa em torno do funeral de uma das personagens de outras esquetes da Cia e da partilha de bens da falecida. As senhoras que tentam ficar com as coisas valiosas acabam se frustrando e, a partir disso, a comédia se instala. Amanda Alves, uma das integrantes do coletivo, afirma: “A gente trabalha, estuda e ainda tem que correr para fazer as apresentações. Nós fazemos porque gostamos mesmo. Sempre na correria, mas sempre com bom humor”.

Para não perder o timing do humor, A Vida Íntima de Gabriela, espetáculo da WM'S Cia de Artes e Dança, chega ao palco e conquista ainda mais risos do público. Existente há dois anos, a peça foi reformulada, de dança para teatro. Com suas palhaçadas e artifícios, Gabriela e sua mãe, Dona Dodô, contam como foi sua cansativa viagem de Ilhéus a São Paulo em busca de Reginária (irmã de Gabriela), trazendo um potinho com farofa e outro com (deliciosas) rapaduras e mocotó. Neuza, intérprete da mãe de Gabriela, é atriz desde 2006 e conta se divertir muito com a montagem. “Eu adoro. Gosto muito de brincar com o público e é sempre um trabalho legal”, conta.

Ainda com muita alegria e risos, a Cia Os Desconhecidos traz a peça E Lá Vou Eu, conquistando um momento de reflexão do público. Desde o final de 2015 o grupo - existente há seis anos - realiza estudos relacionados à escravidão e sua relação com a atualidade. “O nosso objetivo é tentar mudar a cabeça [das pessoas] da periferia, mostrar que eles podem buscar mais e ir além. Não simplesmente trabalhar dia após dia e dar dinheiro para quem é rico e só quer enriquecer: nossa ideia é demonstrar os erros e apontar que a gente pode correr atrás disso, resolvê-los”, explica Renan, fundador do coletivo.
Rodrigo, ator e membro da companhia, fala um pouco sobre as ideias que fizeram surgir a peça. “A gente viu muito paralelo em o Navio Negreiro ser o ônibus dos dias atuais e vários outros aspectos que batem  com nossa realidade. Sem dúvida, estar no palco é muito emocionante. Tem que entrar na personagem... e é uma coisa maravilhosa, ainda mais com o público super receptivo. Eu fiquei muito agradecido”, revela.

Giselle Alcantara assistiu a todas essas apresentações e diz ter gostado bastante, ressaltando uma delas: “Todas as peças estão muito boas, com poucos intervalos. Uma está melhor que a outra. Gostei muito da esquete [O Funeral], delas achando o diamante no fim das cinzas”, conta.
Cléia veio da Praia Grande especialmente para assistir Mulher Inteira, peça cuja sua sobrinha é diretora, e diz que também gostou de assistir às comédias do dia: “Eu gostei por fazer a gente sorrir”, declara. A peça que Cléia desejava assistir, enfim entrou em cena. Mulher Inteira, da Cia As Marcelinas (vinda de Barueri e existente desde 2014) mexeu principalmente com o público feminino, por tê-lo como tema principal do enredo. Senhoras e jovens garotas dividem o palco, encenando, dançando e questionando o papel da mulher nos dias de hoje.

Ao ser questionada sobre o objetivo da apresentação, Drica, professora de dança contemporânea do grupo, é clara: ”Refletir sobre qual o papel da mulher, o que é ser mulher no dia a dia”. Eduardo Sena, professor de teatro do grupo, fala sobre a reação de quem assiste: “É uma maravilha ver como o público recebe a história. Eu fico lá atrás e vejo a reação das pessoas, vibrando, chorando, e então penso que estamos no caminho certo”. 
De acordo com Drica, o curso que as atrizes participam é na verdade uma seção de oficinas, e não um “teatro regular, técnico ou profissional, mas sim abertas ao público, para qualquer pessoa - iniciantes com intermediários e etc.”, com vagas abertas constantemente.

Finalizando o domingo, foi a vez do Grupo Teatro Delivery (com oito anos de estrada) apresentar a Sessão Delivery, com seis diferentes esquetes encenadas por diversos atores. Pretende-se, com este projeto, literalmente levar o teatro às pessoas. Eles realizam apresentações onde puderem, inclusive casas, basta pedir, tal qual um verdadeiro delivery de fast food, só que de cultura e entretenimento, como diz Roberto Borenstein, fundador da companhia. “A ideia é levar o teatro para onde nos abrirem as portas”. O ator ainda complementa: "O objetivo é fazer peças que caibam em qualquer espaço, como um teatro meio 'camaleão', tomando a forma do lugar que a gente entra”.
Lucas Cavalcanti apresentou a cena “Cabeça de Vento”, sobre um garoto que tem uma intensa relação com o vento. Está no início dos estudos sobre teatro e, para ele, essa apresentação foi essencial: “Eu queria ter esse treino de, enquanto ator, estudar um tema que eu queira falar sobre, que tem alguma relação comigo, e entrar nesse universo do Teatro Delivery. Estou testando muitas coisas e é um presente fazer essa cena”, diz.

Luciano de Faria participou de três das esquetes. Formado pela Macunaíma em 2014, faz parte do grupo desde o início deste ano. Ele fala sobre a importância deste trabalho. “Eu escolhi essa profissão porque eu nela eu brinco. Já trabalhei em banco, ganhava super bem, só que meu dia era muito chato. Portanto, aqui eu tenho a possibilidade de no meu trabalho estar me divertindo, e isso para mim é a coisa mais especial do mundo”, conta, empolgado.

O próximo domingo, dia 24 de julho, é o encerramento da 11ª Mostra. As últimas peças de conclusão da oficina e outras atrações estarão esperando por você! Não perca!

Larissa Costa é estudante de jornalismo e estagiária na FAPCOM - Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação. Acredita que foi a profissão que a escolheu e não o inverso. Gosta de observar os detalhes e admirar o que parece ser invisível. O estranho a envolve, o novo a atrai. Ama sorrir e chamar sorrisos. Gosta de ser feliz e transmitir esse sentimento a todos e todas que puder. É uma pequena garota que busca realizar seus gigantescos sonhos.

14/07/16

O que rolou no segundo domingo de apresentações | 11ª Mostra Cultural AODC

Por Larissa Costa


10 de julho foi dia coisa séria! Assuntos como educação, periferia e história do Brasil chegaram ao palco da 11ª Mostra Cultural A Ordem do Caos. Ainda assim, também teve espaço para aquele rock, rap de primeira e muitas risadas!


A Família Unidos pela Dança, de Parelheiros, extremo sul da capital paulista, abriu o domingo cultural com Brasil Sem Censura, espetáculo de dança reunindo mais de 20 coreografias de diferentes estilos, como baião, dança de rua, contemporâneo e ballet. Há três anos eles estão juntos, levando uma opção cultural à cidade, por meio de seu trabalho no CEU Parelheiros.

Gabriel é um dos bailarinos e comenta sobre a primeira apresentação fora do bairro: “Tirar ele de onde estamos acostumados é uma oportunidade de fazer outras pessoas conhecerem o que temos a oferecer e saber um pouco sobre a história do Brasil pela nossa arte”.

Jéssica Alves, professora e coreógrafa do grupo, também nos falou um pouco sobre a equipe e a apresentação. “Eu me orgulho muito de fazer parte desse grupo. É um trabalho árduo, mas que compensa no dia a dia quando vemos o sorriso de cada um deles. O espetáculo tenta resgatar uma consciência. A gente trouxe o navio negreiro que existiu há anos, porém ainda vivemos em um navio negreiro, só que com outro formato. Eu senti muita emoção pelo elenco e pelas pessoas que estavam assistindo. Eu percebi que a informação realmente foi passada”, conta.




Islari, também bailarina, revelou que tanto as pesquisas sobre os temas da apresentação, quanto figurinos e maquiagem, foram feitos por eles. “Cada peninha do figurino foi esforço nosso, ficamos dias sem dormir”, relata. Assuntos como educação, periferia e brincadeiras infantis que foram esquecidas por conta da tecnologia, entre outros temas, são abordados no espetáculo. Islari ainda falou sobre a evolução desse trabalho. “No primeiro espetáculo, se não me engano, tínhamos treze coreografias. Neste estamos com 21. Cada vez estamos reunindo mais temas”, diz.


Após assistir à apresentação, Taires, que estava na plateia, disse sobre o que viu: “Gostei da dança, em alguns momentos eu até me emocionei, principalmente nas partes que falavam sobre o nordeste. Ainda mais do jeito que eles dançam, 'casa' muito bem”. O espectador Cleiton complementa: “Foi bacana, bem diversificada”.

Em seguida foi a vez do rap entrar em cena. Mano Money's e Dj Conrado fizeram a cabeça da galera com músicas do primeiro disco solo de Money’s, Manutenção dos Fatos. Vindo diretamente do Grajaú, ele explica a respeito de suas músicas. “Nas letras eu costumo muito falar de mim e das minhas vivências, acreditando que essa troca possibilita a identificação do público com o que outras pessoas viveram e, de repente, eles percebem que têm algo em comum. Eu trabalho bastante a questão do sonho. A gente vem de um contexto onde somos estigmatizados, onde existe uma questão de vulnerabilidade social, mas a minha mensagem é que, mesmo com esse contexto, nós não precisamos nos vitimizar”. Além das canções, ele atua com outros colegas artistas no coletivo Fronte, promovendo ações comunitárias que envolvem shows, saraus e poesias, entre outras atividades no Grajaú.


Continuando com muita música, a banda Em Busca de Sofia encantou o público com sua energia de rock indie-folk alternativo. O grupo veio do Capão Redondo e é composto por amigos que se conhecem desde a infância. Abner Bruce, vocalista, confessou ter ficado bem apreensivo e ansioso pela apresentação. “Por conta da nossa linguagem um pouco cristã, a gente se apresenta mais em igrejas. Em um espaço cultural foi a primeira vez. Acho que eu nunca estive tão nervoso (risos). Eu achei a experiência ótima e pretendo voltar outras vezes”.



Em seguida foi a vez dos estudantes da Oficina AODC subirem ao palco em sua peça de conclusão. Comédias Podres foi dirigida por Marcos Batsi - estreante na direção, mas participante das atividades desde 2013 e integrante do grupo desde o ano seguinte. “Foram seis meses de loucura e correria. Foi bem cansativo, mas no final, saiu”, declara o diretor. Ele fala também sobre o processo de adaptação do texto, que sofreu alterações para maior compreensão do público. “A gente teve que adaptar muita coisa, inclusive para a cultura pop atual, como os memes de internet, para as pessoas se familiarizarem e entenderem, darem risadas... Foi bem gostoso de escrever”.

Sara Santos interpretou a personagem “Maria Debilitada” e comenta: “Eu estou muito feliz. Deu muito trabalho, quem vê de fora não imagina o quanto é difícil estar lá no palco. Agora a sensação é de missão cumprida! É muito gratificante”.

Dona Ana Maria veio assistir às apresentações e saiu do CCJabaquara encantada. “Eu fiquei muito feliz! O teatro é isso: vida. Achei muito interessante também as bandas... o rap em um protagonismo social atual, falando de realidade. A Em Busca de Sofia fala muito ao coração da gente. Eles têm uma energia muito boa. Eu me senti muito à vontade. Especialmente a penúltima música, eu senti bem direcionada para mim”, desabafa, feliz. 

A penúltima apresentação do dia ficou por conta do Palhaço Fusquinha de Porta Aberta, vindo de Sorocaba, interior do Estado. O artista surpreendeu o público com seus malabares com bolinhas, claves e instrumentos com fogo, além de provocar altas risadas. A interação dos espectadores foi fundamental para que o espetáculo fosse bem feito, contando com adultos e crianças para ajudar em seus truques. "Eu comecei com malabarismo em 2005. Meu irmão ia em raves e me mostrava algumas coisas que via por lá. Passei a estudar essa modalidade, e em 2007 fui ampliar meus conhecimentos”, diz o palhaço. “Desde que fui trabalhar com a arte eu aprendi sobre o mundo de uma forma geral e abri meus olhos para outras coisas. Por exemplo, vi como viver sem ter uma rotina e a importância de levar uma atividade deste tipo a alguém que nunca viu. Isso é algo muito gratificante, nos motiva muito”, finaliza Fusquinha.

Fechando a noite, a Vidraça Cia de Teatro (Mogi-Mirim/SP) despertou risos e reflexão com a peça Mobral. Por meio de metáforas e declarações de vivências reais dos atores, a apresentação fala sobre educação, os profissionais que trabalham com ela e o tratamento que esse setor recebe no Brasil e em outras partes do mundo. Luiz Dalbo, um dos integrantes da companhia, revelou o objetivo do espetáculo: “A gente acredita no teatro que é transcendente. Leve para a casa a mensagem, replique, leve para os outros. A nossa proposta é instigar as pessoas a refletirem e pensarem em mudanças”. O ator retorna à 11ª Mostra no próximo domingo, dia 17, desta vez com a peça A Vida Íntima de Gabriela, pela WM'S Cia de Artes e Dança. Não vai perder, certo? Esta e outras atrações esperam por você a partir das 14 horas no Centro Cultural Jabaquara. Até lá!

*Quer conferir toda a programação? Acesse: https://www.facebook.com/events/245044222534792/

**Aproveite a visita à Mostra Cultural e se inscreva para a turma de 2º semestre da Oficina Teatral A Ordem do Caos. Confira os detalhes sobre as atividades: https://aodcnoticias.blogspot.com.br/2016/06/oficina-de-teatro-gratuita-em-sao-paulo.html

Fotos: Alex Silva

Larissa Costa é estudante de jornalismo e estagiária na FAPCOM - Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação. Acredita que foi a profissão que a escolheu e não o inverso. Gosta de observar os detalhes e admirar o que parece ser invisível. O estranho a envolve, o novo a atrai. Ama sorrir e chamar sorrisos. Gosta de ser feliz e transmitir esse sentimento a todos e todas que puder. É uma pequena garota que busca realizar seus gigantescos sonhos.