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28/10/2013

Um retrato sob o olhar de Lucian Freud

 Por Ingrid Pierazzo
 
 
Lucian era neto do alemão Sigmund Freud, filho do arquiteto Ernest Ludwig Freud e Lucie Brasch. Teve irmãos que também deixaram seu legado na sociedade, como na literatura e política. Seu pai veio fugido, para Londres, por causa do movimento antissemitista nazista.
 
 Estudou na Central School of Art,em Londres e na Universidade londrina GoldSmith. Mais tarde teve de ir para o exército, servir como marinheiro, no entanto logo saiu por motivos invalidez.
 
 
 
 
Na volta teve a sua primeira exposição na Lefreve Galerie, em 1944. Fez alguma viagens mais tarde, mas acabou se fixando em Londres definitivamente.
Lucian Freud tem um jeito muito peculiar de retratar. Faz parte de um mistério saber como ele enxerga cada pessoa. Seus retratos não são comuns (não são comuns se tratando da técnica e não são comuns se tratando da sua poética).
Usava uma técnica chamada
água-escura. O que dá ainda mais particularidade ao seu trabalho.
 
Ele retrata as pessoas, ao seu modo de ver, não simplesmente como são fisicamente ou como elas mesmas gostariam de ser retratadas. Lucian é famoso por considerar a sua própria interpretação de cada uma delas em suas representações. Alguns de seus traços ele deixava mais forte, em outros quadros os olhos maiores, em outros dava importância àquilo ou aquilo-outro. Tudo para mostrar, a realidade que ele entendia sobre cada pessoa.

Por parte de seus modelos sempre vinha algum tipo de observação, sobre o modo de LF retratar: “Ele sempre chegava muito perto para observar cada detalhe do rosto”. Seus modelos, numa ocasião dessas, sempre ficavam tensos. Não pra menos! Os rostos dos desenhos sempre tinham uma aparência inquieta e assustada.

Casou-se cedo e teve duas esposas. De quem fez retratos e nunca faltou inspiração. Sua primeira esposa reclamava de sua maneira de retratar. Dizia que não era verídica! No entanto o sucesso de Freud se deu exatamente por essa maneira latente e diferente de representar alguém.
Um retrato: aquilo que, teoricamente ou por julgamento de outras pessoas, deve representar com eficiência a aparência e até mesmo a personalidade (mesmo que superficialmente) do retratado. Só que no caso de Freud ele colocava uma boa dose de si mesmo nesta representação do outro. Suas pinceladas eram fortes, quando havia tela e tinta óleo. Pintava mulheres e homens nas mais variadas posições. Os recebia em seu ateliê e lá eles voltavam por muitas vezes, pois Lucian era um detalhista meticuloso. Não ousava assinar um quadro enquanto não estivesse completo em sua riqueza de minucias.


 


 
 
Atualmente está rolando, no Masp um expo de Lucian Freud: “Corpos e Rostos”. A exposição está muito boa e vale a pena ser vista. Vai de 28 de junho de 2013 a 02 de fevereiro de 2014. Nesta visita vemos fotos de Lucian, por David Dawson. Um fotógrafo bem conceituado, que buscava mostrar toda a dramaticidade do trabalho de Freud.
 




Ingrid Pierazzo, 20 anos, e estudante de design, é apaixonada pelas artes e por todas as formas que a represente e escreve quinzenalmente, toda segunda-feira, para o blog AODC Noticias.