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26/04/2012

Pina e modo de expressão


Por Ligia Mendes


A Terra, as pessoas, os sentimentos, a expressão, as cores, o ambiente, o clima, o homem e a mulher... No filme Pina (Alemanha, 2011), Wim Wenders encontra a coreógrafa Pina Bausch. O espectador é então conduzido por uma viagem sensorial no espetáculo de encantamento que é dança. A história gira ao redor de Pina e tudo o que ela oferece para ensinar. São pontos que todas as pessoas precisam e devem sentir, mas a maioria não consegue, infelizmente, e algumas delas nem sequer tentam sentir. Outras, tentam, não conseguem e desistem no meio do caminho.

Seus seguidores aprenderam os ensinamentos e se tornaram independentes, fortes, capazes de expressar qualquer coisa. Cada um fazia parte de Pina ou, ao contrário, Pina estava em cada um deles.

O aprendizado consistia em se entregar, fazer coisas com amor, expressando raiva, alegria, tristeza, desespero... Sentimentos, libertação desses. Sem repressões. Para tanto, ela utilizava uma linguagem: a dança. A dança é o idioma do corpo, da alma, expressão mística.

Neste enredo, os sentimentos, o amor, as palavras e experiências são expressas, em especial, pelo corpo. Uma palavra apenas era sinônimo de leveza e uma gama de movimentos delicados que simbolizavam essa palavra. Tudo se torna mais prazeroso de ver e de reproduzir unindo corpo, expressão e ambiente num num elemento que torna um momento tudo, do que apenas um momento-nada. É possível aplicar esses ensinamentos em quaisquer meios de expressão, como na moda, em textos, em roteiros de teatro, filme, etc.


Na moda, existem muitos elementos em que você pode se expressar, desde o tipo de tecido até as cores, detalhes, inspirações, ambiente de desfile ou de venda. É tudo uma questão de elementos que fazem parte de uma sinfonia, em que cada detalhe é de extrema importância: fazem parte do todo e o todo é a junção destes.


Texto inspirado no filme Pina, dirigido por Wim Wenders