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16/01/2013

Mercado infantil, Star Wars e Lego

Por Tamires Santana

Assistindo ao desenho do Pequeno Príncipe no canal Cartoon Network, bruscamente entra o intervalo. Fiquei pensando sobre o mercado infantil. Em pensamento, reclamei dos conteúdos exibidos na grade para este público, ainda mais sendo mãe. Empurram novas linhas de materiais escolares, bonecas que falam, pistas de carrinhos, cursos de inglês, calçados e marcas de roupas. A criança não consegue assistir a nada sem sentir o desejo de ter algumas das coisas propagadas. Ao mesmo tempo, há incentivos para um mundo melhor, sendo mais gentil, educado e zelador do meio ambiente.

Pra quem gosta de animação, desenho não é papo de criança. O assunto é levado a sério. Há uma variedade de estilos, cada um com um roteiro, uma mensagem a ser passada, uma técnica de animação diferente. Alguns feitos em 3D parecem plástico; outros, recortes de papel; e mais outros, parecem traços de lápis ou mesmo pinturas feitas a pincel. Uma destas animações me chamou a atenção.
Você pode não ter assistido toda a trilogia, mas com certeza já viu nem que seja uma releitura de Star Wars, clássica ficção científica americana. Lançado em 1977, é mais conhecido no Brasil como Guerra nas Estrelas. Eis que me deparo com uma animação muito fofa e engraçada. Elementos como sabres de luz (aquela espada luminosa), naves, planetas, Darth Vader, Mestre Yoda, etc, tudo feito em Lego.

Há o impasse sobre os estímulos à kids consumistas, mas existe uma ascendência de diferentes assuntos abordados para conhecimento da criançada, fazendo-se assim, um investimento na criatividade. Talvez seja por conta das somas dos Ds (2D, 3D e o mais recente 4D). Vale a pena conferir - às vezes, tirar o olhar indiferente - e prestar atenção em como o nicho do mercado está trabalhado e direcionando as coisas. A educação ainda está a cargo da família e escola, mas os conteúdos produzidos na mídia influenciam e podem direcionar os rumos das futuras gerações.



Tamires Santana é jornalista e designer gráfico, além de militante em prol dos movimentos culturais na cidade de Francisco Morato. Ela escreve para o AODC Noticias sobre cultura, quinzenalmente, sempre às terças-feiras. Aprecie textos melancólicos, insensatos, apaixonados e quase nunca jornalísticos em: http://ofilhoemeu.blogspot.com.br/