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25/11/2013

Mônica Nador: uma trajetória

Por Ingrid Pierazzo


Mônica é uma artista maravilhosa. É pintora, gravadora, desenhistas e formou-se em artes plásticas pela Faap, em 1983. Hoje mônica tem uma boa direção de seu trabalho, pois escolheu o que gosta mesmo de fazer!



Os primeiros trabalhos de Mônica tiveram muito uma perspectiva minimalista e combinada com as configurações de um alguns filósofos, que só depois da mesma ter ido fazer seu mestrado é que pode entender.



A partir daqui veremos seus trabalhos mais recentes, que foi onde Mônica conseguiu se achar como artista! Mesmo assim... Com estilos muito diferentes, uma coisa ela nunca perdeu: a repetição, a padronagem! O que não só apenas surgiu em sua vida, foi a LUZ das cores!
Em seus primeiros trabalhos sempre houveram uma qualidade inegável, mas ela sempre obtinha as mesmas falas de críticos de arte: “É um trabalho bem denso, né? Coisa de homem...Tá de parabéns mais uma vez, Mônica”. Coisa de homem? Que mundo é esse onde um trabalho maravilhoso é “identificado” como de caráter masculino. É uma obra! Isso independe. Uma crítica de arte não pode entrar em conceito de sexos. Primeiro porque sua obra não faz menção a isso e segundo, porque é muito pífio analisar a grandeza de seus primeiros trabalhos, fazendo uma relação direta com a figura do homem.
De qualquer forma, Mônica esteve pensando em mudar seu estilo de trabalho, não só por querer, mas por pensar na necessidade de deixá-lo com um ar mais “feminino”.


Neste já podemos ver a mudança de traços acontecendo. O traço passando a ser mais colorido e “feminino”.



Mônica, em seu novo olhar, sobre suas próprias peças começa a tomar como referência Van Gogh, Monet e Picasso. O que me fez escolher esta artista foi sua a sua próxima fase:





Ela começa a fazer um trabalho divino com estamparia que costumo dizer que é “compartilhada”. Mônica fez questão de aprender com grafiteiros e começar a aplicar em sua arte técnicas de estêncil, que é o que dá mais fluência de renda e olhar para o Jardim Miriam!
A arte não e aquela inflamada, que só existe da Europa, Paris... Arte é aquela que atinge a classe mais humilde. Atinge quem não pode chegar a lugares distantes. Arte é aquela para todos. Onde todos podem dar sua ajuda e cooperação. 
Mônica e outros artistas fundaram uma associação chamada Jamac. Esta associação era um coletivo onde muitos tinham oficinas de arte em geral. Havia, entre estas, oficinas de desenho. Nas oficinas de desenho tinha sempre aquele colaborador que inscrevia trabalhos no Anima-Mundi, e foi de lá que saíram alguns prêmios para o coletivo.


 A partir daí seus próximos trabalhos só eram feitos para os bairros mais carentes, recolhendo muitos adolescentes de vidas que poderiam torná-los quem não deviriam ser. Seu trabalho salvou muitos jovens da vida do tráfico e das ruas.



Seu olhar sobre arte é diferente daquele de muitos artistas. Não pretendia, com estes novos trabalhos, que eles fossem só para grandes exposições. Pretendia que eles atingissem quem não podia chegar até ele. A boa arte deve ser esta de que capta o público geral, o proletariado.

Mônica Nador faz de seus trabalhos uma autoria compartilhada! Uma arte democrática e de valor humano!



Referências:



Ingrid Pierazzo, 20 anos, e estudante de design, é apaixonada pelas artes e por todas as formas que a represente e escreve quinzenalmente, toda segunda-feira, para o blog AODC Noticias.