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09/08/2014

Curso gratuito de graffiti "Quebrada em Cores"

Indicação de Tamires Santana

As aulas serão ministradas pelo artista Bonga Mac
Certificado de autenticidade, ferramenta de expressão, ato de protesto, surto criativo ou o grito do caos, seja lá qual motivo for o motivo, não é fruto do acaso o fenômeno em deixar registrado imagens ou mesmo o próprio nome em paredes. Presente desde a Antiguidade, tal ato atualmente se consagra através do graffiti, representado em suas letras, cores, frases, formas, desenhos, movimento, expressão e cada vez mais espalha-se por todo o mundo.
No entanto, muito além de uma técnica, o graffiti é uma vasta cultura. Como uma metrópole em movimento, constantemente está exposto a repressões, aceitações, mudanças e, principalmente, sendo incorporado e adaptado em diferentes contextos.
O curso "Quebrada em Cores", ministrado pelo grafiteiro Bonga Mac, aborda este e outros assuntos, utilizando-se da arte urbana para possibilitar o estímulo ao senso crítico social e artístico e discuti o graffiti enquanto arte que dialoga com o cotidiano da sociedade.
O curso é gratuito, sendo realizado pela Fundação Stickel, organização sem fins lucrativos cuja missão é promover a inclusão social, cultural e econômica de pessoas e comunidades por meio das artes visuais. As aulas aconteceram do dia 14 de agosto a 18 de setembro de 2014 (todas as quintas-feiras), das 14h às 17h, no Tendal da Lapa. Serão 20 vagas para alunos a partir de 14 anos e os resultados dos trabalhos serão expostos no mesmo espaço no 28 de setembro de 2014.
Os interessados devem se inscrever no site http://www.fundacaostickel.com.br/ ou no Tendal da Lapa, localizado à Rua Constança, 72 - Lapa/SP.



Tamires Santana
Jornalista | Design Gráfico
http://tamisantana.wix.com/oficial

25/11/2013

Mônica Nador: uma trajetória

Por Ingrid Pierazzo


Mônica é uma artista maravilhosa. É pintora, gravadora, desenhistas e formou-se em artes plásticas pela Faap, em 1983. Hoje mônica tem uma boa direção de seu trabalho, pois escolheu o que gosta mesmo de fazer!



Os primeiros trabalhos de Mônica tiveram muito uma perspectiva minimalista e combinada com as configurações de um alguns filósofos, que só depois da mesma ter ido fazer seu mestrado é que pode entender.



A partir daqui veremos seus trabalhos mais recentes, que foi onde Mônica conseguiu se achar como artista! Mesmo assim... Com estilos muito diferentes, uma coisa ela nunca perdeu: a repetição, a padronagem! O que não só apenas surgiu em sua vida, foi a LUZ das cores!
Em seus primeiros trabalhos sempre houveram uma qualidade inegável, mas ela sempre obtinha as mesmas falas de críticos de arte: “É um trabalho bem denso, né? Coisa de homem...Tá de parabéns mais uma vez, Mônica”. Coisa de homem? Que mundo é esse onde um trabalho maravilhoso é “identificado” como de caráter masculino. É uma obra! Isso independe. Uma crítica de arte não pode entrar em conceito de sexos. Primeiro porque sua obra não faz menção a isso e segundo, porque é muito pífio analisar a grandeza de seus primeiros trabalhos, fazendo uma relação direta com a figura do homem.
De qualquer forma, Mônica esteve pensando em mudar seu estilo de trabalho, não só por querer, mas por pensar na necessidade de deixá-lo com um ar mais “feminino”.


Neste já podemos ver a mudança de traços acontecendo. O traço passando a ser mais colorido e “feminino”.



Mônica, em seu novo olhar, sobre suas próprias peças começa a tomar como referência Van Gogh, Monet e Picasso. O que me fez escolher esta artista foi sua a sua próxima fase:





Ela começa a fazer um trabalho divino com estamparia que costumo dizer que é “compartilhada”. Mônica fez questão de aprender com grafiteiros e começar a aplicar em sua arte técnicas de estêncil, que é o que dá mais fluência de renda e olhar para o Jardim Miriam!
A arte não e aquela inflamada, que só existe da Europa, Paris... Arte é aquela que atinge a classe mais humilde. Atinge quem não pode chegar a lugares distantes. Arte é aquela para todos. Onde todos podem dar sua ajuda e cooperação. 
Mônica e outros artistas fundaram uma associação chamada Jamac. Esta associação era um coletivo onde muitos tinham oficinas de arte em geral. Havia, entre estas, oficinas de desenho. Nas oficinas de desenho tinha sempre aquele colaborador que inscrevia trabalhos no Anima-Mundi, e foi de lá que saíram alguns prêmios para o coletivo.


 A partir daí seus próximos trabalhos só eram feitos para os bairros mais carentes, recolhendo muitos adolescentes de vidas que poderiam torná-los quem não deviriam ser. Seu trabalho salvou muitos jovens da vida do tráfico e das ruas.



Seu olhar sobre arte é diferente daquele de muitos artistas. Não pretendia, com estes novos trabalhos, que eles fossem só para grandes exposições. Pretendia que eles atingissem quem não podia chegar até ele. A boa arte deve ser esta de que capta o público geral, o proletariado.

Mônica Nador faz de seus trabalhos uma autoria compartilhada! Uma arte democrática e de valor humano!



Referências:



Ingrid Pierazzo, 20 anos, e estudante de design, é apaixonada pelas artes e por todas as formas que a represente e escreve quinzenalmente, toda segunda-feira, para o blog AODC Noticias.

09/08/2013

Shrek!!! Ele Existiu...

Por Pamela Gomes




Você gosta de desenhos animados??? 

Vamos falar de SHREK!!!



A maioria das pessoas o conhece pela animação criada pelo estúdio DreamWorks, de Steve Spielberg no ano de 2001, mas o famoso Ogro é bem mais velho do que isso. Seu criador foi William Steig, que o criou para livros infantis como um herói ás avessas, diferente do comum onde os heróis sempre são lindos e sedutores.


Mas o mais interessante dessa história toda é que William se inspirou em um homem real para criar seu ogro, este homem era conhecido como “Assustador ogro do ringue”. Francês nascido em 1903, falava 14 idiomas, atuava como poeta e ator. Este era Maurice Tillet que as 20 anos contraiu Agromegalia, uma síndrome causada pelo aumento do hormônio de crescimento, na fase adulta, assim tendo em pouco tempo seu corpo desfigurado. Mas Tillet não se abalou com a doença e se mudou para os Estados Unidos onde tornou-se um profissional em Luta Livre, atraindo multidões para as lutas que disputava.

Em 1940 foi reconhecido como campeão dos pesos-pesados pela American Wrestling Association de Boston, o sucesso era tanto que levou outros lutadores a imitá-lo. Lutou até os 51 anos, quando teve um ataque cardíaco e faleceu em 1954.

Bobby Managain seu parceiro no jogo de xadrez, reproduziu em gesso o formato da cabeça Tillet pouco antes dele morrer. Uma cópia foi para o Museu Internacional de Luta Livre, em Iowa e uma outra foi para o Hall of Fame de York Barbell Building para mostrar o inicio das formas de luta livre moderna e do halterofilismo. 

Esta réplica que serviu para a criação da imagem de Shrek na animação que conhecemos hoje.










Imagens:




Pamela Gomes é formada em Produção Multimídia, trabalha com edição fotográfica e de vídeo, estudante da Oficina de Teatro do grupo “A ordem do Caos” 2013. 

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