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12/06/2016

Tá na hora! Electronic Entertainment Expo 2016

Imagem: divulgação página oficial E3 no Facebook
Estamos a alguns dias da E3 - Electronic Entertainment Expo 2016, talvez a mais importante feira sobre games do mundo e, como todos os anos, poderemos conhecer as maiores novidades que as grandes empresas de entretenimento têm pra nos apresentar.

A E3 deste ano deve ser bem intensa e reveladora: estamos prestes a conhecer as tais versões atualizadas dos consoles da nova geração. O recém confirmado PS4K - ou PS4NEO - pode ter suas especificações anunciadas apesar dos diretores garantirem que ainda não é a hora de revelá-las (será?). Junto à versão turbinada do aparelho, a Sony deve mostrar bem mais sobre seus óculos de realidade virtual que estão pra chegar às lojas ainda em 2016.

Ainda sobre a empresa japonesa, existem expectativas de grandes revelações como o novo game da Santa Mônica, produtora de God of War, que ainda está em produção. Ainda não se sabe se será um novo game de Kratos ou até mesmo o inicio de uma nova franquia ou, como dizem os rumores, um novo GOW sem Kratos. Vamos aguardar.


Quem deve dar as caras novamente é The Last Guardian. O game, que está quase chegando ao nível de produção de Duke Nuken Forever, era pra ser produzido ainda para o PS3, mas foi adiado muitas vezes. Ele deve chegar mais polido, já que teve demonstração ao vivo de gameplay na ultima edição da feira

Watch_dogs2 deve ser o grande momento da Ubisoft
Outro exclusivo de peso do PS4 que deve aparecer, já que foi anunciado ano passado, é Shenmue 3, a continuação do clássico do Dreamcast que fez os aparelhos da Sega empoeirados valerem uma graninha. Horizon Zero Dawn, também apresentado em 2015, foi adiado para 2017, mas possivelmente deverá ganhar algum destaque.


A Microsoft não pretende ficar atrás. Com muitos anúncios ano passado, a empresa americana deve ganhar ainda mais espaço este ano. Assim como a Sony, também deve anunciar suas versões de Xbox One "atualizadas", no plural, já que no caso da MS existem rumores de duas novas versões: uma mais parruda e outra compacta, sem leitor de disco. Um novo dispositivo que seria um concorrente ao Chrome Cast e à Apple TV também pode ser apresentado na Expo. A HoloLens, assim como o PSVR, deve ganhar algum espaço.

No que diz respeito a games, os principais destaques devem ser Crackdown 3, que já apareceu em 2015, além dos comentários sobre um possível Halo Wars 2. Gears of War 4 pode ser um grande exclusivo a chegar em breve, assim como um novo Forza Horizon, já que ano passado foi lançado o Forza 6. Sea of Thieves, game da desenvolvedora da Rare, pode voltar com mais detalhes.

Injustice 2 pode consolidar a franquia que se tornou um arco importante do Universo DC Comics
A Nintendo novamente participa da E3 meio que não participando, pois a amada empresa que tem tantas franquias lendárias, como Mario Bross, Donkey Kong, Metroid e Zelda, nos últimos anos tem preferido um streaming ao vivo. Somente um game play de um novo Zelda deve ser apresentado. O tal revolucionário Nintendo NX deve ser mostrado apenas no final do ano.

Outros games de produtoras multiplataforma poderão aparecer. Alguns já foram anunciados, como Watch_Dogs2 da Ubisoft e Battlefield 1 da EA, que também deve revelar um novo Star Wars (espero que se inspirem no 1313) além, é claro, dos games de esporte com destaque pro FIFA 17, que provavelmente irá utilizar o impressionante motor gráfico Frostbite, aplicado em Star Wars: Battlefront, que é realmente muito belo. Os já anunciados Injustice 2 e The King of Fighters 14 devem ganhar mais detalhes; o segundo, inclusive, já deve ter demonstrações jogáveis aos gamers presentes na feira.

A E3 2016 tem inicio dia 12 de Junho, às 17hs (horário de Brasília), com a conferência da EA.
Imagens: Watch_dogs2 - Facabook oficial Ubisoft Brasil. Injustice 2 - Facebook oficial Injustice.


30/05/2014

"Videogames e narrativa"

Por Marcel Avolio

Graficamente, videogames têm evoluído desde o fim dos anos 80. O foco na criação de gráficos realistas se tornou cada vez mais importante para as desenvolvedoras manterem uma vantagem competitiva e atenderem às demandas dos jogadores. Mas gráficos realmente são a única coisa que importa em videogames? Alguns dizem que sim, outros que não. Em geral, a “jogabilidade” costuma ser considerada o mais importante, uma vez que uma experiência divertida é criada por uma jogabilidade envolvente.

Porém, há quem argumente que uma experiência que permanece com o jogador, mesmo após os créditos finais, provém de uma história bem contada. Jogos realmente envolventes permanecem com você por conta de elementos da história que o fizeram sorrir, rir, chorar ou até mesmo mudar sua percepção de jogos em geral. Similar à sensação daquele livro do qual você não conseguiu desgrudar ou aquele filme que marcou sua vida, afinal, quem nunca terminou um desses e sentiu-se triste por chegar ao fim da história ou por começar a sentir falta das personagens. Com o aumento de jogos criados por desenvolvedoras independentes, os chamados jogos “indie”, esse foco em história e narrativa também tem se tornado mais proeminente, umas vez que as pequenas desenvolvedoras não têm acesso aos recursos mais avançados. Por outro lado, há franquias que têm contado grandes histórias há décadas; grandes exemplos seriam Final Fantasy e The Legend of Zelda. Ken Levine, o criador e principal roteirista de Bioshock e Bioshock Infinite, criou histórias que rivalizam grandes romances e filmes. 

“Cena de Final Fantasy 7, lançado em 1997
pela então Squaresoft
Com o passar do tempo, tem ficado cada vez mais nítida a influência de Hollywood na criação de jogos; assim como filmes, também há os chamados jogos “blockbuster”, com histórias simples, foco em ação, animação e efeitos especiais e que podem ser concluídos em um final de semana. Por outro lado, há aqueles jogos os quais você pode levar meses para terminar tudo o que oferecem; com uma história profunda e personagens carismáticos, esses normalmente se enquadram na categoria de RPG (Role Playing Game).

Contudo, isso não é tão fácil quanto parece; como manter esse equilíbrio entre narrativa e jogabilidade?  O que diferencia um jogo de um filme de cinema, por exemplo, é que o jogador tem controle sobre as ações dos personagens contidos na trama. Inclusive, há muitos jogos com reviravoltas e desfechos diferentes com base nas escolhas feitas durante o jogo. Um exemplo seria a trilogia Mass Effect, da Bioware, onde você escolhe desde a aparência e as falas do protagonista até decisões que afetam a trama da trilogia inteira. 

“Mass Effect e sua escolha de diálogos”
Por isso, é importante que o foco na narrativa não tire muito o controle do jogador; mesmo os mais aficionados irão começar a sentir certa monotonia, já que não é isso o que buscavam ao comprar um jogo; se quisessem somente assistir a uma história, teriam ido atrás de filmes ou séries.

É claro, no fim das contas, é tudo uma questão de público alvo, afinal, há vários tipos de jogadores. Há aqueles que só querem algo para passar o tempo sem terem que pensar muito, enquanto há outros que nem sequer se interessam por jogos se não tiverem algum tipo de enredo por trás. Mas uma coisa é certa: as desenvolvedoras estão cientes de que uma boa narrativa faz grande diferença e, com o aumento das tecnologias, espera-se que as formas de narrativa progridam junto, para que os jogos possam atingir todo o seu potencial.


Fonte das imagens:



Marcel Avolio é formado em letras-inglês, é tradutor e professor de inglês e integrante do grupo A Ordem do Caos.

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