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09/05/2014

O "renascimento" da contracultura

Por Caetano Araújo 


Em meados da década de 60, surge um movimento que busca derrubar as barreiras impostas socialmente e politicamente; mais do que uma forma de manifestar a insatisfação com a situação de repressão vivida na época, o movimento buscava uma mudança radical na sociedade. Uma mudança ideológica. Esse movimento ficou conhecido como contracultura.

Mas de que forma a contracultura age na sociedade nos dias de hoje?  Qual importância desse movimento para a transformação de ideais políticos? 

Se formos buscar um marco representativo para a contracultura, teremos como principal ação e evento contracultural o Festival de Woodstock (ocorrido em Nova Iorque no ano de 1969). Mais do que um festival musical, o evento reuniu e mostrou para o mundo o rompimento ideológico da época.

As principais características desse movimento, em sua origem, eram:
  •  a busca pela liberdade  de expressão;
  •  a valorização da natureza;
  •  a fuga da cultura de massa; 
  •  reivindicações políticas.
Porém o movimento acabou recebendo, por muitos, uma conotação negativa. 

Umas das maiores críticas ligadas à contracultura foi voltada para relação dos participantes com drogas ilícitas (principalmente cocaína e maconha). 
Por muito tempo teve-se a ideia de que artistas contraculturais necessariamente eram usuários desses produtos.

Com o passar das décadas o movimento foi "caindo no esquecimento" da população. Ao entrar na segunda década do século XXI o movimento volta a ganhar força nas diversas formas de manifestação cultural e social.

Se na década de 60 as referências desse movimento estavam ligadas diretamente ao "movimento hippie", hoje a contracultura está bastante relacionada ao "movimento RAP". Músicos e compositores ligados à essa forma de expressão artística enxergam e buscam passar em suas composições o que é conhecido como "aquilo que a mídia esconde". Ou seja, eles buscam mostrar a censura que a população sofre muitas vezes sem perceber. Além dessa forma de expressão, outros segmentos são fortemente ligados com a contracultura, como é o caso dos grupos denominados "punks".



Segundo  Rhandus Maurício Santana, conhecido Scooby, músico-compositor desde 2007 "o movimento influencia muito na liberdade das pessoas serem o que elas querem e inovarem suas vidas e estilos de como querem viver". 



Porém, o movimento não limita-se apenas à musica. A contracultura está ligada desde o vestuário de uma pessoa até o alimento que ela opta por comer. O que vem ocorrendo, entretanto, é que determinados grupos de mídias e políticos têm utilizado desse movimento para se promoverem. Acabam se denominando "defensores" da contracultura para assim conseguirem seus objetivos (na maioria das vezes com fins lucrativos).

No geral, a contracultura foi e ainda é uma forma dos artistas expressarem suas insatisfações com o que muitas vezes a sociedade, mídia ou grupos políticos impõem.



Caetano Araújo é estudante da oficina teatral A Ordem do Caos | 2014