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17/11/2014

Ballet - Nunca é tarde pra dar o primeiro passo!

Por Ana Luísa Marcos

“Quem não ouve a melodia acha maluco quem dança”
Oswaldo Montenegro

Sapatilhas. Collant. Saltos. Tutus. Piruetas. Espacates. Adagios. Arabesque Balancé. Chassé. Foundue. Detiré e por aí vai... Geralmente tudo parece muito distante, muito difícil, muito coisa de quem começou a dançar assim que aprendeu a andar. Até você descobrir que não; a dança é para todos, basta ter vontade de começar!



Por muito tempo cultivou-se a ideia de que para dançar ballet era necessário começar até os cinco anos de idade e que, depois disso, você já era um caso perdido. Felizmente essa realidade tem mudado bastante no decorrer dos anos, e hoje já conseguimos encontrar muita informação e vários lugares que oferecem aulas para quem resolveu dançar depois de grande.

Começar a dançar, não importa com que idade seja, tem muitos desafios. Para adultos geralmente envolve encontrar tempo em meio à vida corrida, tomar coragem, encarar os preconceitos da sociedade e, principalmente, os seus próprios preconceitos, aqueles que você passou a vida toda construindo. Uma coisa é fato: adultos se cobram muito mais que crianças, são muito mais críticos e tem a triste mania de não tentar por medo de se sentirem ridículos ou pior, de errar.


O ballet aborda principalmente a questão da consciência corporal. A ideia é dar um passo de cada vez e começar a perceber – aos poucos- diferenças na postura, na coordenação motora, no alongamento e na qualidade de vida. Um estudo realizado na Universidade de Hertfordshire, no Reino Unido, elegeu o ballet como o exercício mais completo. Revelou, inclusive, que o ballet condiciona o corpo melhor que a natação, é a atividade campeã do título ‘esporte mais completo do mundo’. Dados apontam que os bailarinos ganham dos nadadores na rapidez, reflexos, flexibilidade, salto, percentagem de gordura, equilíbrio corporal e psicológico. Sendo assim, pode-se dizer tudo, menos que o ballet é um esporte leve, ou coisa de menininha como costumavam dizer. (E só uma lembrança: homem também pode dançar!)


O adulto tem mais facilidade de concentração do que as crianças, de perceber onde está o erro também.  Outro fato importante sobre o ballet é que ele consegue queimar muitas calorias, sendo uma alternativa pra quem não gosta de academia, sem contar que é uma dança que não te restringe, sendo exatamente o contrário: é a base de quase todas as outras danças.


Dançar é questão de treino, prática e principalmente de paciência. Não adianta se comparar com os outros, cada corpo tem seu tempo. Não se trata apenas de decorar movimentos e repeti-los; é todo um aprendizado sobre você mesmo, sobre enfrentar todos os dias os limites que você só pensava que tinha.



Resumindo: Sim, ballet dói. Sim, é bem mais difícil do que parece. E sim, vale MUITO a pena tentar, você não tem nada a perder!


FONTES:
http://www.istoe.com.br/reportagens/486_BALE+NAO+TEM+IDADE
http://barbieembarbie.blogspot.com.br/2013/10/ballet-nao-tem-idade.html
 IMAGENS
https://balletadulto.wordpress.com/2013/01/
http://www.omb100.com/butanta/categoria/academia-de-danca/ballet-adulto

Ana Luísa Marcos tem 19 anos e cursa Direito. Fascinada por literatura desde que se conhece por gente, amante do teatro e de um bom café. É integrante do grupo teatral A Ordem do Caos.

18/04/2014

"Teatro Cego" - O que você enxerga quando não vê?


Por Ana Luísa Marcos



Já pensou em ir a uma peça de teatro totalmente no escuro? Esta é a grande proposta do Teatro Cego. O grupo, formado em 2012, conta com seis atores sendo três deles cegos, e com um conjunto de músicos. Juntos eles criam espetáculos únicos e repletos de experiências inusitadas. Esqueça a forma convencional de cadeiras numeradas e plateia apenas observando; no Teatro Cego, público, atores e músicos compartilham do mesmo palco. Somos convidados a realmente ‘sentir’ o espetáculo nos utilizando todos os nossos sentidos, exceto a visão.

Integrantes do Teatro Cego

Os atores passam todo o espetáculo circulando pelos corredores do teatro, interagindo no meio do público, emitindo sons de vários lugares distintos, tudo com direito à música ao vivo e luzes totalmente apagadas. É importante ressaltar que não se trata de um espetáculo destinado apenas para pessoa com deficiência visual, é exatamente o contrário. A grande mágica deste tipo de peça é que atores cegos tem a chance de interpretar personagens não cegos, e nós de enxergarmos as coisas por outro ângulo, mergulhando no mundo dos deficientes visuais. As peças do grupo demonstram a possibilidade criar um excelente espetáculo sem fazer uso de cenário, figurino, nem refletores, e ainda nos fazem perceber que o mundo das artes vai bem mais além daquilo que os olhos podem ver.

Esse formato de encenação teve início na Argentina, em 1991, e foi um experimento que deu certo! O Teatro Cego, que no ano passado fez curta temporada em São Paulo com o texto “O Grande Viúvo”, de Nelson Rodrigues fez tanto sucesso que está de volta no final de abril, com novo espetáculo! Desta vez o grupo vem com o musical “Acorda Amor”, inspirado na obra de Chico Buarque e com entrada franca. Confira um pouco mais sobre a história:

O espetáculo conta a história de quatro jovens durante o movimento estudantil que lutou contra a ditadura militar nos anos 70. Três rapazes e uma garota envolvidos com a guerrilha estudantil lutam, na verdade por muito mais que o fim da ditadura. Enquanto tentam driblar os militares, na função de mensageiros do movimento, Paulo, Lucas e Cesar lutam pelo amor de Natasha. A garota, namorada de Paulo, encobre seu atual desinteresse pelo namorado com a desculpa de que o bem do país é muito mais importante, no momento, do que o bem estar do casal. O amadurecimento das relações entre esses quatro jovens ao mesmo tempo em que aprendem a lidar com a situação do seu país é o que move toda a trama.

As apresentações ocorrerão no Itaú Cultural de 30 de abril a 04 de maio, você encontra mais informações na página Teatro Cego, no Facebook.


Agora experimente um pouco do que é o Teatro Cego:





Fonte da imagem: Integrantes do Teatro Cego


Ana Luísa Marcos é estudante da Oficina de Teatro, realizada pelo grupo “A Ordem do Caos”, desde 2013.

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