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02/10/2016

Não seja mais um!

Por Tamires Santana e Bonga Mac


Terei de desfazer dos meus posicionamentos e preferências políticas e de minhas convicções partidárias. Que me perdoem meus amigos que pediram meu apoio e me buscaram para articular neste processo.
Mas algo em mim está indigesto.
E acredito que também para grande parte da população deste país, apesar de vivermos onde se há um dos melhores processos eleitorais do mundo, com um dos sistemas eleitorais, teoricamente, totalmente seguros, rápidos e confiáveis.

Oferta. Demanda. Infinidade de escolha, conceitos, ideologias e promessas. Um mar de soluções para os seus problemas e a possibilidade de mudança na qualidade de vida.
Tudo isto com pessoas sem o mínimo de preparo possível. Pessoas apenas para preencher legenda do partido, sem entendimento de seu papel no Legislativo ou Executivo ou mesmo no poder público.

Cadê o projeto de campanha?

Qual o papel deste ou daquele candidato para uma comunidade ou gestão pública?

O que ele(a) pretende?

Geralmente as falas são confusas e nunca adequadas ou coerentes.
Deste modo, o voto anda sendo tratado como uma mercadoria para quem já está no sistema ou para aquele(a) que deseja aventurar-se nele.
Pare e pense. Há quanto tempo estamos sendo verdadeiros com cada uma destas escolhas às quais confiamos? E nem ousaremos agora citar se ao menos depois acompanhamos algo do que foi feito.

Chamo a sua atenção neste ponto de vista para analisar sobre o seu direito de escolha. O seu VERDADEIRO direito de escolha. Será que realmente estes “representantes” representam seus anseios?

Será mesmo?

O voto é, fundamentalmente, o exercício da cidadania e sua forma de contribuição para que um grupo de pessoas cuide de interesses coletivos, de uma comunidade, de um grupo, de uma cidade, de uma nação. No entanto, ele já não se justifica há muito tempo, principalmente diante os últimos fatos que observamos em nossa realidade.
Ahhh! Alguns diriam: são todos iguais; sempre vai ser a mesma coisa; não vai adiantar nada; sempre eles estarão no poder.

Será mesmo?

O cargo de representação pública pelo voto direto serve para fiscalizar, ampliar a gestão pública, mapear e solucionar os problemas existentes em um ou vários eixos. Vereadores, deputados e senadores no Legislativo e prefeitos, governadores e presidente no Executivo.
São profissionais que nos servem e que nos prestam serviços. Profissionais que deveriam exercer um trabalho de qualidade e com absoluta responsabilidade com as contas do Estado, com o dinheiro público. Nosso dinheiro. Mas não é bem assim que acontece, não é verdade?

E o eleitor, como anda a qualidade do papel do eleitor?

Hoje percebo o quanto somos vítimas e reféns dessa máquina ou dessa engrenagem existente. Tudo que não existe é programado para não existir, certo alguém dizia. Mas também percebo que enquanto o eleitor trocar o voto por favores pessoais, brincar com o papel de cidadão e desmerecer o sangue já derramado para que hoje possa exercer de seus direitos, não será diferente do gestor público corrupto que tanto reclama.

Não seja mais um!

Quanto vale o seu voto?
Conte-me nas urnas.


Bonga Mac, 41 anos, é Artista Visual, Arte Educador e empresário de Bonga Produções.

Tamires Santana, 27 anos, é empresária de Bonga Produções, jornalista de formação e design gráfico de paixão. Trabalha na área de criação e conteúdo em projetos culturais e educacionais voltados à arte urbana e ao graffiti. Acesse: http://tamisantana.wix.com/oficial

07/07/2016

Canvas, pixels e rupturas

Por Tamires Santana

Clique aqui para assistir em HD.



Ao longo da história, nenhuma sociedade deixou de produzir arte, aliás, ela já havia sido esculpida pela natureza muito antes da humanidade existir. No entanto, a noção de arte foi distorcida pelos caminhos de uma produção artística seletiva, hoje conservada em museus, galerias, templos e em obras consagradas. Mas à medida que ampliamos o entendimento sobre o assunto, o olhar quanto ao visível que simboliza o invisível sofre uma ruptura e passamos a entender a arte fora de hierarquias padronizadas. 

Canvas, Pixels e Rupturas, documentário produzido por Tamires Santana, dá uma pincelada no panorama do mundo das artes, comenta a história e obras do artista urbano Bonga Mac e incentiva um novo olhar ao espectador dentro de uma linguagem descontraída, crítica e poética.

Tamires Santana, 26 anos, é empresária de Bonga Produções, jornalista de formação e design gráfico de paixão. Trabalha na área de criação e conteúdo em projetos culturais e educacionais voltados à arte urbana e ao graffiti. Acesse: http://tamisantana.wix.com/oficial

13/08/2015

Nas linhas, traços e versos da Batalha da Estação

Batalha da Estação: quem vê o nome nem imagina que essa "guerra" traz e propaga a cultura hip hop para centenas de jovens e adultos de todas as idades na cidade de Francisco Morato, região da Grande São Paulo. Realizada sempre na última sexta-feira de cada mês, além de promover o encontro entre várias gerações, o evento reúne o que há de melhor do estilo e sua história, levando a disputa saudável por meio da música, dança, arte e, sobretudo, informação. 

Chegando a sua sétima edição, a Batalha da Estação oferece aos MC's a possibilidade de mostrar seus talentos, argumentos e ideologias. O público presente, além de prestigiar e curtir a iniciativa, pode escolher os vencedores da noite. Desta vez, a reunião traz algumas novidades, como uma nova identidade visual, novas parcerias e, em destaque, os desafios lançados para cada elemento do hip hop.


Impacto

Paulo Sérgio, Secretário de Cultura do município de Francisco Morato, afirma que o objetivo principal do evento é criar um dialogo com a população, oferecendo fomento, visibilidade e interlocução com a juventude por meio das artes plásticas, do estilo musical e na informação que o próprio gênero tem como caraterística desde sua criação.

Grafiteiro e um dos organizadores da Batalha, Bonga Mac afirma que "um evento desse porte é pontual porque fortalece a cultura na rua como ela deve ser feita: cantada, pintada, tocada e dançada na propria rua, em sua originalidade. Dessa forma a gente remete às essências". Bonga ainda ressalta o que considera ser o ponto mais importante neste meio: o fortalecimento da ocupação e o empoderamento da juventude nos espaços publicos, mostrando a todos o direito à cidade.

A próxima edição tem como destaque o graffiti, que coloca para duelar os convidados Guetus e Menos 1 no "Desafio Spray". Os artistas devem seguir as regras estabelecidas pela produção do evento e, ao público, será lançado o poder de votação, que consagrará o grande vencedor da noite. De acordo com Luiz Preto, também organizador da Batalha da Estação, a população ja estabeleceu a festa como um dos principais pontos de encontro cultural de Francisco Morato. "O aumento dos espectadores e sua capilaridade reforçam a continuidade do evento e trazem a convicção de que existe um extenso campo para ampliação e sucesso. Assim, a cultura é valorizada como um todo e trabalha seus elementos de forma homogênea e com aplicação psicopedagógica", afirma.

Neste mês de agosto, sob a apresentação de Mamuti 011 e Luiz Preto, haverá a tradicional batalha de Mc's, rachas entre b-boys e b-girls, os artistas Guetus e Menos 1 e a presença de Dragões de Komodo. A discotecagem fica por conta dos DJ's Clevinho e MF. Para participar da batalha de Mc's, basta comparecer no início do evento e fornecer o nome à organização.

Confira um pouco do que rola em Morato no vídeo abaixo, gravado na 4ª edição da disputa e que foi ao ar no programa Manos e Minas, da TV Cultura. 



Participe do evento no Facebook e fique atento à toda a programação na página oficial da Batalha da Estação.



Serviço
Batalha da Estação de Francisco Morato
Data: sexta - 28 de agosto de 2015
Horário: 19h
Local: Praça Juvenal Harttman, s/n - Centro de Francisco Morato | em frente à estação da CPTM de Fco. Morato (Linha 7- Rubi
)

Valor: gratuito

09/08/2014

Curso gratuito de graffiti "Quebrada em Cores"

Indicação de Tamires Santana

As aulas serão ministradas pelo artista Bonga Mac
Certificado de autenticidade, ferramenta de expressão, ato de protesto, surto criativo ou o grito do caos, seja lá qual motivo for o motivo, não é fruto do acaso o fenômeno em deixar registrado imagens ou mesmo o próprio nome em paredes. Presente desde a Antiguidade, tal ato atualmente se consagra através do graffiti, representado em suas letras, cores, frases, formas, desenhos, movimento, expressão e cada vez mais espalha-se por todo o mundo.
No entanto, muito além de uma técnica, o graffiti é uma vasta cultura. Como uma metrópole em movimento, constantemente está exposto a repressões, aceitações, mudanças e, principalmente, sendo incorporado e adaptado em diferentes contextos.
O curso "Quebrada em Cores", ministrado pelo grafiteiro Bonga Mac, aborda este e outros assuntos, utilizando-se da arte urbana para possibilitar o estímulo ao senso crítico social e artístico e discuti o graffiti enquanto arte que dialoga com o cotidiano da sociedade.
O curso é gratuito, sendo realizado pela Fundação Stickel, organização sem fins lucrativos cuja missão é promover a inclusão social, cultural e econômica de pessoas e comunidades por meio das artes visuais. As aulas aconteceram do dia 14 de agosto a 18 de setembro de 2014 (todas as quintas-feiras), das 14h às 17h, no Tendal da Lapa. Serão 20 vagas para alunos a partir de 14 anos e os resultados dos trabalhos serão expostos no mesmo espaço no 28 de setembro de 2014.
Os interessados devem se inscrever no site http://www.fundacaostickel.com.br/ ou no Tendal da Lapa, localizado à Rua Constança, 72 - Lapa/SP.



Tamires Santana
Jornalista | Design Gráfico
http://tamisantana.wix.com/oficial

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