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16/02/2014

Na natureza não há castigo nem prêmios, só consequências

Por Talita Araújo

Desde que existe gente na Terra, a Arquitetura se fez presente com a grande arte de projetar, pensar, criar e construir espaços bem aproveitados para o benefício do convívio, conforto e descanso do indivíduo. Porém, as mudanças nos costumes e na cultura das sociedades, que cronologicamente ocorreram, não enxergaram nem previram os impactos ambientais no futuro. O planeta que vivemos mudou e, essas mudanças ocorridas pelo seu próprio funcionamento e potencializadas por nós, nos fez repensar o modo em como construirmos nossa vida daqui pra frente.





Um ramo na Arquitetura, chamado Bioarquitetura, visa construir imóveis em harmonia com a natureza, impedindo que o homem troque de lugar com a mesma. Com esse novo conceito de pensar o mundo que habitamos, surgiram uns caras aí que para muitos são loucos, hippies, eco chatos, veggies, etc, que criaram eco vilas e vivem de boa em lugares extremamente sustentáveis, desde a utilização da sua energia até a sua alimentação provém da natureza.







Segundo a Global Ecovillage Network (GEN) “Ecovilas são comunidades rurais ou urbanas de pessoas, que buscam integrar um ambiente social assegurador de um estilo de vida de baixo impacto ecológico. Para atingir este objetivo, as ecovilas integram vários aspectos do projeto ecológico, permacultura, construções de baixo impacto, produção verde, energia alternativa, práticas de fortalecimento de comunidade e muito mais”





Não estou te convidando a morar numa eco vila ou se tornar um jovem radical "eco chato", mas simplesmente a pensar na forma com que tratamos nosso impulso compulsivo por gerar lixos e mais lixos, tornando lixo potenciais gigantescos que poderiam ser aproveitados em construções, na agricultura etc.  

Para quem quiser ficar mais dentro do assunto eu indico essa matéria que explica de forma muito simples e clara o conceito das eco vilas e das comunidades sustentáveis: http://meioambiente.culturamix.com/desenvolvimento-sustentavel/ecovilas-comunidades-sustentaveis



Fontes:
http://mbecovilas.wordpress.com/ecovilas/
http://www.bioarquiteto.com.br/
http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/casa/conteudo_271284.shtml
Imagens:
facebook.com/arquitetapage
www. meioambiente.culturamix.com
www.panoramio.com


Talita Araújo cursa Arquitetura e Urbanismo, perfeccionista e amante das artes. Escreve quinzenalmente aos domingos para o AODC notícias.

18/04/2012

A Carta da Terra


Por Daniela Pedroso 
Já parou para pensar que você é peça fundamental para montar o quebra-cabeça da vida no Planeta Terra?
Há muitas gerações o ser humano enxerga a natureza como objeto, aproveitando todos os recursos naturais que podem ser retirados do meio ambiente para benefício próprio, e na maioria das vezes, além das necessidades básicas. Infelizmente, a situação ambiental atual mostra que esse pensamento está equivocado. O Homo sapiens é apenas mais uma espécie dentre todos os seres vivos neste planeta e compartilhamos da mesma fonte. Portanto, acabar com o meio ambiente é autodestruição a longo prazo!
Com a escassez dos recursos naturais, estamos sentindo na pele a resposta da natureza em relação à atitude indiscriminada da sociedade humana. Mas o que realmente será bom para as gerações futuras? Como podemos melhorar o planeta para nossos filhos? O que podemos fazer para consertar o que as gerações anteriores fizeram de errado? Ou melhor, o que podemos fazer para consertar o que nós ainda fazemos de errado? Buscando respostas para essas e outras perguntas, com a necessidade de mudar a maneira como pensamos e vivemos, a Carta da Terra surge para nos desafiar a examinar nossos valores e a escolher um caminho melhor. Mas o que é esta carta?
“A Carta da Terra é uma declaração de princípios éticos fundamentais para a construção, no século 21, de uma sociedade global justa, sustentável e pacífica.  Busca inspirar todos os povos a um novo sentido de interdependência global e responsabilidade compartilhada, voltado para o bem-estar de toda a família humana, da grande comunidade da vida e das futuras gerações. É uma visão de esperança e um chamado à ação.” (Comissão da Carta da Terra).
Precisamos entender que as mudanças do mundo começam pelas ações individuais. Não podemos esperar que elas cheguem até nós, enquanto culpamos o governo e os vizinhos pelo o que acontece.
Vivemos na era do consumo, onde tudo parece extremamente necessário e ao mesmo tempo descartável. Quantos sapatos você tem? Quanto tempo você fica no chuveiro vendo a água ir pelo ralo? Quantas horas seu computador fica ligado sem você estar usando? Você prefere alimentos frescos ou industrializados? Já parou para pensar que alimentos industrializados utilizam mais embalagens? Quanto lixo você produz por dia? Saberia me dizer quanto você pode reduzir esse lixo, apenas mudando sua alimentação? Provavelmente você nunca se questionou sobre isso. Devemos começar a refletir sobre esses pequenos hábitos, nos perguntarmos sobre a influência de nossas ações na sociedade e o quanto podemos melhorar ou piorar a situação atual. O quanto somos danosos ao meio ambiente e às pessoas a nossa volta? Qual a minha real contribuição para as futuras gerações? Somos pequenas peças que precisam encaixar seus pensamentos para consertar o que está errado e reeducar nossos hábitos e nossos pensamentos diante da vida.
Independente de qual forma de vida, o indivíduo tem um papel importante a desempenhar. O primeiro passo é reconhecer que cada ser vivo tem seu valor e estamos todos interligados, independente de sua utilidade para o ser humano. Precisamos compreender e aceitar que temos o direito de utilizar os recursos naturais, mas com isso vem a responsabilidade de administrá-los de forma consciente e impedir danos irreversíveis ao meio ambiente e à nossa própria espécie.


Precisamos renovar nossos pensamentos e por meio das artes, ciências, religiões, instituições educativas, meios de comunicação, empresas, organizações não-governamentais e do governo, introduzir uma nova forma de vida, onde passamos a enxergar que o ser humano faz parte do meio ambiente e os recursos naturais são finitos, de modo que a utilização consciente e cautelosa é necessária. 

Daniela Pedroso é bióloga, está cursando pós-graduação em Biologia Molecular, é membro do grupo teatral A Ordem do Caos e colabora com o AODC Noticias todas as quartas-feiras, com matérias sobre Ciência e Meio Ambiente.

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