Mostrando postagens com marcador Vida. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Vida. Mostrar todas as postagens

20/06/2016

Arriscar-se é preciso

Por Sheila Borges



Nessa vida passamos por caminhos tortuosos que nos fazem pensar e ir além. 
O medo aparece e as incertezas se fazem presentes. 
Porém, devemos olhar e seguir em frente, pois as melhores vitórias são aquelas em que tivemos obstáculos. 


Portanto, arrisque-se!


Sheila Borges é fotógrafa formada em Produção Audiovisual e Maquiagem Cênica. Membro atuante de diversos projetos culturais, é uma grande apreciadora do cinema em geral. Ela escreve para o AODC Notícias mensalmente. Aprecie imagens que captam sentimentos, cotidiano urbano e muita arte em Sheila Borges Fotógrafa.

03/11/2014

Pouca morte para tanta vida

Hoje, em vez de uma das minhas listas sobre assuntos que estão a toda na internê, trago ao blog um texto produzido pela amiga e jornalista Tamires Santana, que aborda um tema evitado até de ser pensado por muitos de nós: a morte. Aproveitando o gancho do dia de finados (em 2 de novembro), que tal nos aprofundarmos um pouco na história dessa data e conhecermos mais sobre sua comemoração em outras culturas?

Abraço!
Gi Olmedo
___________________________

Qual é a verdadeira vida? Dê-me no máximo um século e hei de descobrir


Por Tamires Santana

Já passou, mas tem coisa que não é pra se pensar apenas em épocas festivas, é pra ser repensado diariamente. Não estou falando das eleições presidenciais, mas sobre o Dia de Finados, vulgo “dia dos mortos”, comemorado no dia 2 de novembro.

Grande parte das pessoas morre de medo (desculpe o trocadilho) ao tratar de assuntos fúnebres, sem perceber que a toda hora algo está morre e se renova, inclusive elas mesmas: de células a pensamentos. Este temor cria tantas resistências, que até mesmo o mercado de venda de planos funerários é prejudicado. Pra alguns, entrar em um cemitério, só em caso de morte de algum ente próximo ou em caso de morte própria — mas, neste caso, já seria tarde e não haveria muita escolha, né?

Por que raios comemorar o dia dos mortos?, alguns se perguntam.
Oras, tudo graças aos Papas Silvestre II (1009), João XVIII (1009) e Leão IX (1015). Desde o século XI os cristãos eram obrigados a dedicarem-se aos mortos um dia por ano – costume este já praticado desde o século 1°, quando visitava-se os túmulos dos mártires nas catacumbas para rezar pelos que morreram sem martírio. Estando em 2014 e ninguém sabendo mais o fundamento de cada coisa, mantém-se a tradição (ou imposição), com ou sem medo.

Pois bem, aí eu é que pergunto: por que tanto medo?
  1. Pensar no tempo que se deve empregar ao tratar sobre o assunto é no mínimo assombrador. É preciso falar de um futuro que pode se tornar presente a qualquer momento, baseado em lembranças (passado) de quem já foi, mas com aquela sensação de que ainda está aqui. Mas não está. E onde está? Pior, pra onde eu vou quando for a minha vez? Incertezas da vida de dar medo, que dirá da morte.
  2. Existe uma patologia exclusiva para assuntos fúnebres, a qual a ciência batiza de tanatofobia (do grego θάνατος, Thánatos, "morte") que nada mais é o medo de morrer, de coisas mortas ou de qualquer coisa associada com a morte. Segundo o filósofo Jacques Choron, existem três tipos de medo da morte: medo do que vem depois da morte (ligado às filosofias religiosas, castigos, solidões, sentimento de culpa etc.); medo do evento ou do processo de morrer (sofrimento prolongado, fraqueza, dependência, estar exposto e vulnerável etc.); e medo do "deixar de ser" (é o mais terrível, com o conflito entre o nada versus a continuidade após a morte, o não ser)
  3. A nossa formação de mundo (desde criança) é responsável em mistificar a imagem negativa que se tem sobre a morte. Também pudera, uma vez que é atrelada à foice, à caveira, às paisagens sombrias, à escuridão, sentença, punição, solidez, medo, susto, mistério etc.
  4. Existe um sentimento de apego total a tudo e a todos. Sim, meu caro (já dizia minha avó), enquanto não desligar-se do mundo material, a morte será um tormento. Isto significa que um muquirana não tem vez? Vai ficar com medo enquanto não deixar de se importar a deixar o que tem e/ou deixar para quem fica?! Meu amigo, é nestes casos em que se vira uma alma penada.
No entanto, visto que a única certeza da vida é justamente “bater as botas”, comece a morrer e renascer a partir de agora mesmo. Pra começar, basta dar uma espiada nos diferentes pontos de vista apresentados, mas como a crença é algo que povoa o imaginário de quem crê, tire suas próprias conclusões, pois a morte já tem a dela [rsrsrs]:

“Poca muerte para tanta vida”

No México, a morte é uma parte da vida e não o sinônimo de tristeza. Acredita-se que as almas vão para um lugar melhor – e, por isso, não há motivo para chorar. No Dia de los Muertos, acredita-se que as almas dos antepassados têm “permissão” para voltar ao mundo dos vivos e reencontrar seus entes queridos. Por isso, são montadas oferendas em cima das tumbas nos cemitérios e altares nas casas e escolas com os objetos que o falecido mais gostava.
Lá, a data é comemorada entre os dias 31/10 e 02/11, mas já inspira regiões brasileiras, como é o caso de Brasília com o festival Oaxaca Mágico, realizado no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB).

Morrer: cruz credo, Ave Maria!

No Brasil, existe uma cultura de finados que ganhou peso e sofrimento. É o momento oportuno para relembrar quem já passou por aqui, o que normalmente provoca muita saudade e, em alguns casos, arrependimento. Quando criança, minha avó me contava que tempos atrás não se podia varrer a casa, assistir televisão, pentear o cabelo, fazer festas (nada de churrasco aproveitando o feriadão), assim como todos deveriam ir aos cemitérios rezar às almas. Confesso que me aproveitava da regra de “não varrer a casa”, mas sempre achei exagerado o clima mórbido que se criava.
Por outro lado e na mesma medida, no Brasil é possível se deparar com culturas e religiões que têm uma visão bem diferente acerca da morte, assim como dos espíritos que o acompanham. Normalmente estes pontos de vista diferentes vêm de religiões que permitem a incorporação de espíritos, o que oportuniza um contato direto com o além. Algumas delas são o kardecismo ou espiritismo, a umbanda, o candomblé, a macumba (normalmente confundida com o ritual de umbanda e mais encontrada em algumas partes no Rio de Janeiro), o catimbó (presente em regiões do nordeste), entre outras.

Morrer é elevar-se

Em tradições de origem Bantu, o Dia dos Mortos representa a ascensão do mundo espiritual, um momento de comunhão e troca entre as duas realidades, sendo que o universo dos mortos é o mais poderoso e tem mais força, porque está numa outra dimensão. Para o bantu, o luto é um processo que começa com a morte e é eterno, por ficar no coração e na mente das pessoas e, caso os antepassados não sejam bem venerados, pode causar infortúnio às comunidades.

Si se pate bon Ginen sa-a
No Haiti e na República Dominicana – e em algumas partes de Cuba e EUA -, apesar do vodou (seja ele haitiano, daomeano ou beninense) ter um caráter extremamente negativo para a maioria dos ocidentais, é em essência mais espiritual do que religioso, dotado de muita profundidade cultural, além de ter caráter revolucionário, contribuindo até com a Revolução Haitiana (1791-1804). Por ser uma religião que cultua os antepassados e entidades conhecidas como loas, há a visão de que os espíritos são forças poderosas, ainda que invisíveis e podendo se materializar no mundo de cá.
Portanto, “se não fosse pelos loas” (do original Si se pate bon Ginen sa-a) seria impossível entender o relacionamento além X alguém, de cunho sagrado, o que significa que o medo da morte, como muitos sentem, no vodou passa longe.

Sem dúvida existe muito mais “visões de mundo” que ajudariam a quebrar o medo e as convicções, incluindo “Morte e Vida Severina”. Fica a cargo da afinidade de cada um, além do interesse, é claro. Mas uma coisa é certa: nada como um espírito para ajudar a tirar a sombra da morte. Só não espere se tornar um [rsrsrs].


Tamires Santana é um ser vivo, dotado de inteligência e conhecimento (até se prove o contrário). É pai, mãe e espírito, ainda que nem um pouco santo. Estudou, trabalhou, buscou, andou — inclusive na linha 7-Rubi da CPTM (de dia e de noite) e hoje continua fazendo tudo isso, mas com a convicção de que quanto mais se busca, menos se sabe. Escreve apenas sob pressão e sobre assuntos que podem servir ou não para quem leu. Portanto, apesar de nunca ter ido ao Haiti, fica para reflexão o provérbio haitiano: "kaka kankou chen pa anyen; se tranble janm nan ki tout" - em tradução livre: "defecar como um cão não é grande coisa; é o tremor das pernas do cão que torna a experiência real". 

02/07/2014

Homenagem à pequena Alyssa

Por Jéssica Guedes


O vídeo de hoje fará você refletir sobre a linha tênue entre a vida e a morte, sobre a importância de se estar com quem se ama, e aproveitar cada minuto como se fosse o último.

A alguns dias li um artigo acompanhado de um vídeo que me emocionou, e decidi trazer e compartilhá-lo. É emocionante e promete arrancar lágrimas.

Nick Magnotti, pai da pequena Alyssa, tem apenas 27 anos e está em fase terminal de câncer no apêndice. Ele descobriu a doença aos 24 anos, e desde então tem lutado contra a enfermidade com sessões de quimioterapia. Recentemente, porém, foi informado que sua medicação não estava mais surtindo efeito e que a doença estava espalhando-se para outros órgãos do corpo. Ciente de seu pouco tempo de vida, decidiu então, parar o tratamento médico que o deixava extremamente debilitado, e passou a dedicar-se exclusivamente a sua filha e esposa.

Em homenagem, e como forma de dizer a filha o quanto a ama, Nick preparou, este singelo vídeo, em que fala sobre sua doença, e sobre "como se sente abençoado". A homenagem desde então, tem rodado o mundo e transmitido uma mensagem muito bonita de amor e vida. Assista:



Crédito: Catraca Livre


Jéssica Guedes é Designer, ilustradora e blogueira. Adora as artes, animais e pequenas coisas da vida. É estudante da Oficina Teatral do grupo A Ordem do Caos desde 2014.

18/04/2012

A Carta da Terra


Por Daniela Pedroso 
Já parou para pensar que você é peça fundamental para montar o quebra-cabeça da vida no Planeta Terra?
Há muitas gerações o ser humano enxerga a natureza como objeto, aproveitando todos os recursos naturais que podem ser retirados do meio ambiente para benefício próprio, e na maioria das vezes, além das necessidades básicas. Infelizmente, a situação ambiental atual mostra que esse pensamento está equivocado. O Homo sapiens é apenas mais uma espécie dentre todos os seres vivos neste planeta e compartilhamos da mesma fonte. Portanto, acabar com o meio ambiente é autodestruição a longo prazo!
Com a escassez dos recursos naturais, estamos sentindo na pele a resposta da natureza em relação à atitude indiscriminada da sociedade humana. Mas o que realmente será bom para as gerações futuras? Como podemos melhorar o planeta para nossos filhos? O que podemos fazer para consertar o que as gerações anteriores fizeram de errado? Ou melhor, o que podemos fazer para consertar o que nós ainda fazemos de errado? Buscando respostas para essas e outras perguntas, com a necessidade de mudar a maneira como pensamos e vivemos, a Carta da Terra surge para nos desafiar a examinar nossos valores e a escolher um caminho melhor. Mas o que é esta carta?
“A Carta da Terra é uma declaração de princípios éticos fundamentais para a construção, no século 21, de uma sociedade global justa, sustentável e pacífica.  Busca inspirar todos os povos a um novo sentido de interdependência global e responsabilidade compartilhada, voltado para o bem-estar de toda a família humana, da grande comunidade da vida e das futuras gerações. É uma visão de esperança e um chamado à ação.” (Comissão da Carta da Terra).
Precisamos entender que as mudanças do mundo começam pelas ações individuais. Não podemos esperar que elas cheguem até nós, enquanto culpamos o governo e os vizinhos pelo o que acontece.
Vivemos na era do consumo, onde tudo parece extremamente necessário e ao mesmo tempo descartável. Quantos sapatos você tem? Quanto tempo você fica no chuveiro vendo a água ir pelo ralo? Quantas horas seu computador fica ligado sem você estar usando? Você prefere alimentos frescos ou industrializados? Já parou para pensar que alimentos industrializados utilizam mais embalagens? Quanto lixo você produz por dia? Saberia me dizer quanto você pode reduzir esse lixo, apenas mudando sua alimentação? Provavelmente você nunca se questionou sobre isso. Devemos começar a refletir sobre esses pequenos hábitos, nos perguntarmos sobre a influência de nossas ações na sociedade e o quanto podemos melhorar ou piorar a situação atual. O quanto somos danosos ao meio ambiente e às pessoas a nossa volta? Qual a minha real contribuição para as futuras gerações? Somos pequenas peças que precisam encaixar seus pensamentos para consertar o que está errado e reeducar nossos hábitos e nossos pensamentos diante da vida.
Independente de qual forma de vida, o indivíduo tem um papel importante a desempenhar. O primeiro passo é reconhecer que cada ser vivo tem seu valor e estamos todos interligados, independente de sua utilidade para o ser humano. Precisamos compreender e aceitar que temos o direito de utilizar os recursos naturais, mas com isso vem a responsabilidade de administrá-los de forma consciente e impedir danos irreversíveis ao meio ambiente e à nossa própria espécie.


Precisamos renovar nossos pensamentos e por meio das artes, ciências, religiões, instituições educativas, meios de comunicação, empresas, organizações não-governamentais e do governo, introduzir uma nova forma de vida, onde passamos a enxergar que o ser humano faz parte do meio ambiente e os recursos naturais são finitos, de modo que a utilização consciente e cautelosa é necessária. 

Daniela Pedroso é bióloga, está cursando pós-graduação em Biologia Molecular, é membro do grupo teatral A Ordem do Caos e colabora com o AODC Noticias todas as quartas-feiras, com matérias sobre Ciência e Meio Ambiente.

Instagram

>

Não deixe de conferir:

Oficina Teatral 2022 - CEU PQ Bristol

Depois de muito tempo parados por conta da pandemia de Covid-19, finalmente estamos de volta com a oficina teatral gratuita. Agora em um no...