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08/06/2014

Cidades

Por Talita Araújo

"La civilización siempre pareció necesitar una ciudad."

- Frank Lloyd Wright, The future of architecture -
(Extraído do livro “Historia de la forma urbana”)



A cidade não é somente o que vemos ao andarmos apressados pelas ruas ou avenidas, ela está muito além da nossa vista limitada, ela é um organismo vivo.


As cidades surgiram a partir do momento que o homem deixou de ser nômade e fixou-se sobre um território. Possibilitando as oportunidades de crescimento do local.

Por ser fixa, relações se estabelecem - duradouras ou não -, elas foram proporcionadas pela cidade.


Com a correria ocasionada pela urbanização,  não paramos para dar a devida importância à nossa cidade e ao que ela produz, não somente quanto as nossas relações de trabalho, mas também, as relações sociais. Se prestássemos mais atenção a esses detalhes, assuntos como a sustentabilidade não seria algo tão difícil de ser tratado, pois se tornaria natural.



Fotos: Talita Araújo (Minas Gerais)



Talita Araújo cursa Arquitetura e Urbanismo, perfeccionista e amante das artes. Escreve quinzenalmente aos domingos para o AODC notícias.

12/12/2012

Você sabe como descartar óleo de cozinha?

Por Daniela Pedroso


Todo mundo já sabe o mal que o consumo exagerado de óleo de cozinha faz para a saúde, mas e para o meio ambiente? Como proceder após o uso? Devemos descartar na pia?


Segundo dados da Oil World (empresa alemã especializada em oleaginosas), o Brasil produz nove bilhões de litros de óleo vegetal por ano, sendo um terço destinado aos óleos comestíveis. Em média, cada pessoa consome 20 litros por ano no país. Porém, apenas 1% do óleo usado é descartado de forma correta e coletado; o restante é despejado em rios e lagos, fato que acaba comprometendo o meio ambiente. 

Muitas pessoas não têm noção de quanto o descarte incorreto causa impactos negativos ao meio ambiente. Quando jogamos o óleo de cozinha pela pia, todo o caminho percorrido é prejudicado, já que ele gruda nas paredes das tubulações, que retêm restos de alimentos, obstruindo a passagem da água e, consequentemente, entupindo o encanamento. Sem contar que isso atrai vetores como ratos e baratas.

O maior problema é que o óleo contamina e degrada todos os locais por onde passa. Nos rios, forma uma camada impermeabilizante na superfície que impede a passagem da luz do sol, o que também diminui a quantidade de oxigênio, já que um litro de óleo é capaz de esgotar com o ar de até 20mil litros de água, causando a morte de peixes e plantas. 

Da mesma forma que separamos o lixo para reciclagem, podemos fazer o mesmo com o óleo utilizado. A ANVISA (Agencia Nacional de Vigilância Sanitária) recomenda que o resíduo seja acondicionado de forma correta e destinado a um ponto de coleta.  



No Brasil, existem algumas associações que fazem a coleta desse resíduo para produção de sabão ecológico. O Instituto Triângulo é uma delas, que recolhe o óleo de cozinha usado em grandes geradores do resíduo (mais de 40 litros por coleta) e em Pontos de Entrega Voluntária (PEV), que ficam espalhados pela cidade para que o cidadão tenha como encaminhar adequadamente seu óleo.


Os PEV´s do Instituto Triângulo ficam em escolas, empresas, feiras, equipamentos públicos e no comércio em geral. 
Confira aqui o ponto de coleta mais próximo de sua casa: http://www.triangulo.org.br/oleovegetal_popup.php
Agora, se você é um grande gerador e quer que o Instituto Triângulo colete seu óleo, acesse: http://www.triangulo.org.br/junteoleo/contato.php

Não localizou nenhum ponto de entrega perto de você e quer se aventurar a fazer seu próprio sabão? O Instituto Triângulo ensina a receita:




Ingredientes
•        2 litros de óleo de cozinha usado;
•        350 g de soda em escama;
•        350 ml de água.

Preparo
1 - Dissolva a soda cáustica na água em um balde reforçado ou em uma lata de tinta de 18 litros. Reserve.
2 - Coloque o óleo, já coado, em um recipiente e leve ao fogo até aquecer em temperatura aproximada de 60º.
3 - Apague o fogo e, em seguida, acrescente a soda, já dissolvida, e mexa até engrossar (cerca de 20 a 30 minutos).
4 - Após esse período despeje o conteúdo em recipientes e aguarde a secagem.
Importante

ATENÇÃO!!!! Cuidado no manuseio da soda cáustica, pois é um material corrosivo. Utilize luvas e óculos de proteção para evitar qualquer acidente. Deixe o sabão em descanso depois de pronto, por alguns dias antes de utilizá-lo, para que a soda cáustica se dissolva.

Imagens: http://bit.ly/XX7oNA; http://bit.ly/TXfWRO; e Associação Comercial e Industrial de Florianópolis (ACIF) – Programa Reóleo


Daniela Pedroso é bióloga e pós-graduanda em Biologia Molecular, auxiliar de cenografia do grupo teatral A Ordem do Caos e colabora com o AODC Noticias quinzenalmente, sempre às quartas-feiras, com dicas de meio-ambiente e sustentabilidade.

28/11/2012

Vamos dançar para salvar o mundo?


Por Daniela Pedroso
O consumo de energia em baladas é muito grande, e apesar da maioria não se importar com isso, sempre tem meia dúzia preocupada com o impacto que causa no mundo. Mas o que se pode fazer diante dessa situação?
A sustentabilidade está na moda e entre tantos empreendimentos sustentáveis, chegou a vez da diversão noturna! \O/ Sim, agora você pode dançar a noite toda e saber que a energia que você gasta para se divertir está produzindo energia elétrica para abastecer o local. Isso não é ótimo?

Calma! Sem pânico! Eu explico melhor!
Como resultado de um projeto relacionado à sustentabilidade, a Enviu – Inovadores em sustentabilidade e Döll Arquitetos criaram o conceito Sustainable Dance Club (SDC), uma ideia que foi lançada para o desenvolvimento de práticas, estratégias e produtos inovadores para os proprietários de clubes e organizadores de festivais. O produto que mais tem se destacado desde o incio é a Sustainable Dance Floor, ou "pista de dança sustentável" para nós.  Desde 2009, a SDF foi lançada e transportada em todo o mundo para uma variedade de clientes, como instalações permanentes em museus nos EUA e em muitos eventos de todo o mundo, inclusive no Brasil.



Mas afinal, que diabos é Sustainable Dance Floor? 

Este produto incorpora perfeitamente diversão e sustentabilidade, convertendo o movimento de pessoas em eletricidade utilizável. A SDF usa a movimentação das pessoas enquanto dançam como fonte de energia. Esta, produzida pelo movimento, é convertida em energia elétrica, usada para fazer a pista reagir ao publico de forma interativa. A eletricidade também pode ser alimentada de volta para a rede elétrica ou usado para sistemas locais, tais como LED de luzes. 
Mas como essa energia é transformada?
Viva a Engenharia!

Para gerar eletricidade, o chão tem que se comprimir 10 milímetros ao ser pisado. Esta pequena compressão é suficiente para ativar o gerador interno daquele módulo (75x75x20cm), que irá produzir 35watts. A pista pode ser montada com diversos desenhos, de acordo com o projeto do cliente.
De acordo com a SDC, a Eco House em São Paulo foi o primeiro local para eventos totalmente sustentável no Brasil. O edifício foi reconstruído usando materiais orgânicos por toda a parte, e um número de ideias criativas sustentáveis ​​foram integrados em sua concepção. Algumas destas características inventivas são a reutilização da água por meio de uma instalação de purificação especial e a instalação da pista sustentável. A SDF é integrada no piso térreo do local, em uma forma de diamante personalizado. Nove módulos foram instalados para ficarem no nível da entrada. Foram feitos buracos no concreto para passar os cabos da SDF.
Ainda falta interesse dos empresários em investir esse tipo de tecnologia nas suas casas noturnas aqui no Brasil. Não tenho noção de valores, mas com certeza economizar cerca de 30% na energia, entre outras vantagens, me parece um bom investimento. Eu não sou a melhor pessoa para falar de baladas, mas nunca vi nenhum trabalho assim nos clubes brasileiros. Se alguém já viu, comente aqui no blog.
Fonte: http://bit.ly/Tu8ayB
Imagens: http://bit.ly/Qrq6t1 e http://bit.ly/YsrlM1

Daniela Pedroso é bióloga e pós-graduanda em Biologia Molecular, auxiliar de cenografia do grupo teatral A Ordem do Caos e colabora com o AODC Noticias quinzenalmente, sempre às quartas-feiras, com dicas de meio-ambiente e sustentabilidade.

08/11/2012

Alternativas para um banho mais sustentável

Por Daniela Pedroso

Sempre que pensamos em economizar energia elétrica, o primeiro passo é diminuir o tempo do banho, pois sabemos que o chuveiro é um dos grandes vilões do consumo nas residências brasileiras.

Estudando uma alternativa, pesquisadores da Faculdade de Engenharia Mecânica da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), desenvolveram um sistema energético mais econômico de aquecimento da água para banho, que pode substituir os chuveiros elétricos em edifícios, onde a falta de espaço torna a utilização de energia solar inviável para o abastecimento de todos os moradores.

O sistema funciona por meio de uma bomba de calor que aquece a água constantemente. Esse dispositivo, movido à energia elétrica, retira calor do ar ambiente e o transfere para a água que segue ao reservatório. A quantidade consumida é de 30% da energia total; o restante, vem do ambiente. O reservatório estaria ligado a um encanamento exclusivo, que abasteceria os diversos apartamentos com uma tubulação de água fria, e o controle da temperatura seria feito pela mistura das águas.

De acordo com os cálculos do engenheiro Obed Alexander Córdova Lobatón, a bomba de calor aquece a água pela metade do custo de um chuveiro elétrico, que chega a 0,32 R$/kWh (reais por quilowatt-hora). O sistema esquenta a água durante o dia inteiro, evitando um consumo alto em horário de pico.

Como a maioria dos sistemas sustentáveis, o investimento inicial é um pouco salgado, mas o equipamento consome quatro vezes menos, além do fato de uma bomba de calor ter vida útil estimada de 15 anos. Essa pesquisa mostrou que é possível diminuirmos o consumo de energia elétrica com uma alternativa bem acessível, mediante parceria de grandes construtoras que queiram utilizar esse projeto em seus empreendimentos.

Dissertação: "Otimização térmica e econômica de bomba de calor para aquecimento de água, utilizando programação quadrática sequencial e simulação através do método de Substituição-Newton Raphson"
Autor: Obed Alexander Córdova Lobatón
Orientador: José Ricardo Figueiredo
Unidade: Faculdade de Engenharia Mecânica (FEM)
Financiamento: Capes
Imagens: bit.ly/QqLYWk

Daniela Pedroso é bióloga e pós-graduanda em Biologia Molecular, auxiliar de cenografia do grupo teatral A Ordem do Caos e colabora com o AODC Noticias quinzenalmente, falando sobre meio-ambiente.

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