Com direção de Gareth Edwards (Godzilla), Rogue One - ou Líder dos Rogues, conta a história do piloto mais habilidoso do Esquadrão Rogue, a equipe de elite de pilotos da Aliança Rebelde.
A história acontece antes do Episódio IV (Uma Nova Esperança) e mostra a tentativa (spoiler: falha) de roubar os planos da Estrela da Morte. Um grupo de pilotos (rogues) enfrentam esta missão quase suicida ao tentar buscar o projeto da arma espacial.
OBS.: NÃO HAVERÁ JEDIS NO FILME.
Ao longo dos anos, vários personagens ocuparam o posto de Rogue 1; os mais famosos são os dois primeiros, Luke Skywalker e Wedge Antilles (piloto que deu o disparo que destruiu a segunda Estrela da Morte). Antilles é conhecido por ser o único piloto a sobreviver aos ataques de duas Estrelas da Morte.
O elenco da trama já foi confirmado, mas os nomes dos personagens ainda é um mistério. Abaixo, veja a lista de atores:
Rogue One chega aos cinemas em 15 de dezembro de 2016. Confira o teaser:
Vinícius Siqueira é publicitário graduado pela UNISA (Universidade de Santo Amaro) e músico pela EM&T (Escola de Música e Tecnologia). Atua como Gerente Criativo em uma agência de Inbound Marketing, é designer em uma assessoria de imprensa, owner da Vinícius Siqueira Comunicação e ainda encontra tempo para dormir... Ele escreve quinzenalmente sobre o Universo Geek para o AODC Notícias como forma de extravasar sua decepção em não receber sua carta para Hogwarts.
também
rechaçará qualquer pensamento de comida e bebida,
só então poderá comer e beber
no devido espírito.”
(Trecho retirado do filme A Festa de Babette)
Ganhador de um Oscar na categoria de
melhor filme estrangeiro, A Festa de Babette (1987) se passa em
um vilarejo na costa da Dinamarca. A cenografia inaugurou o estilo de filmes
gastronômicos.
Inspirado em um livro homônimo escrito por Karen Blixen, conta a história de duas irmãs, Martina e Philippa, filhas de um pastor que é líder de sua própria seita, que prega a salvação por meio da renúncia.
Existem poucas diferenças entre o filme
e o livro: maior descrição de personagens, lugares e situações;
diálogos mais completos; algumas tramas expostas no filme são mais detalhadas e
ficam mais claras no livro; no entanto, em geral, todos os temas principais são
abordados no filme.
Na trama, as irmãs seguem os preceitos
religiosos impostos pelo pai mesmo após seu falecimento: permanecem se organizando
com outros seguidores para reuniões e orientação, se voltam para
os trabalhos de caridade, nunca se casaram e abstêm-se dos prazeres carnais. Cada uma, na juventude, teve seu
admirador: Philippa encanta o General Lorens que, ao perceber que não poderá
tê-la, muda sua vida totalmente depois da experiência com esta; já Martina
encanta Archille Papin, um famoso tenor, que também não permanece na vida da
jovem.
Babette, a personagem que dá nome ao
filme, é uma fugitiva da comuna de Paris, que chega à casa das irmãs em
uma noite de setembro de 1871, quando elas já estão em idade avançada.
Recomendada por carta por Papin, Babette
passa a trabalhar na casa de Martina e Philippa em troca de hospedagem e
comida. O único vínculo que ainda possui com a França é um bilhete de loteria que
seu sobrinho renova todos os anos.
O tempo passa e, após 14 anos morando no vilarejo, já habituada aos costumes dos moradores e a
rotina que desenvolveu, Babette recebe a notícia de que ganhou 10.000 francos na loteria de Paris. Quista e útil, tanto para as irmãs quanto
para os moradores do vilarejo, eles temem que ela retorne a Paris. Temem perdê-la.
Enquanto isso, em homenagem ao
centenário do pastor, pai de Martina e Philippa, é decidido que haverá uma
comemoração. Babette pede às irmãs que a deixem preparar um jantar francês e custeá-lo. As irmãs não aceitam de início, mas diante da insistência e argumentos
de Babette, acabam permitindo que ela o prepare. Porém, não habituados com os ingredientes
encomendados, os seguidores dos ensinamentos do pastor, que são os
convidados das irmãs para a refeição, chegam a imaginar que Babette esteja fazendo bruxaria. Fazem um acordo: irão comer, mas não vão saborear
nada. Não sentirão o prazer de degustar e não farão comentários que estejam
relacionados ao jantar. No entanto, o que lá acontece é
algo inesperado: o que procuravam na religião encontram na comida. O filme fala de religiosidade, generosidade,
de amar o que se faz e assim doar-se; do significado da arte; e o mais
importante: como uma refeição pode influenciar a vida das pessoas.
Babette, ao fim do filme, menciona as frases mais
significativas de toda a história:
“Um artista nunca é pobre.”
“Eu podia fazê-los felizes, quando dava o melhor de mim
mesma.”
Trailer
Os pratos preparados por Babette
Enquanto o jantar acontece, os elogios
do General Lorens Löwenhielm são entusiasmantes. Não só o cuidado com a
organização da mesa, como com o preparo de cada prato individualmente, é
admirável: Babette realmente se dedica a oferecer o melhor de si mesma.
Ela serve os seguintes pratos no
filme:
Potage a’la
Tortue (Sopa de Tartaruga)
Blinis
Demidoff au Caviar (Blinis Debidov)
Caille en
Sarcophage avec Sauce Perigourdine (Codornas no Sarcófago)
La Salade
(Salada)
Les Fromages
(Queijos curados variados)
Baba au Rhum
avec les Figues (Bolo embebido em calda de rum)
Veja abaixo uma das receitas mais
bonitas (e curiosas) do roteiro: uma versão de Caille en Sarcophage avec Sauce Perigourdine (Codornas no Sarcófago). Trata-se de um tipo da Tastemade, um pouco diferente e mais barata.
Além das frutas, Babette serve como
sobremesa o Baba au Rhum avec les Figues,
uma deliciosa e tradicional receita francesa. É um bolo servido com calda
de rum e frutas. Confira como fazer no site I Could Kill For Dessert.
Rúbia
Domingues é estudante de gastronomia e integrante do grupo A Ordem do Caos.
Gosta de artes plásticas, artesanato e cinema. Escreve eventualmente para o
BlogAbrasileirando e quinzenalmente para o AODC Notícias.
Ai a segunda-feira... Tão fria, solitária e cinzenta, que só nos faz lembrar dos embalos de sábado à noite! Como começar um dia assim, tão nostálgico, em que a maioria das pessoas só quer voltar para o tão sonhado lar doce lar? E, por não ter outra escolha, também pego minha mochila e saio cantarolando “rasgue as minhas cartas e não me procure mais, assim será melhor...”
Começo a notar que não sou a única que sesente assim. Por aí, vejo as pessoas se movimentando cada uma do seu jeito. Olho para um homem cheio de estilo do banco da frente do ônibus onde estoue que mexe a sua cabeça de um jeito diferente e que sem perceber solta um “velha camarada, obrigado pela carta, que saudade preta rara, quero viver!".
Isso mexe tanto comigo que começo a tentar decifrar o que as pessoas estão ouvindo, apenas observando seus gestos e maneiras. Eis que me aparece um senhor com roupas despojadas e com um rádio de pilha que tocava “me dá um olá, me manda um oi...cê sabe onde eu estou liga pra mim”.
Desço do ônibus, mas meu trajeto não termina ali, pego um trem e continuo nessa brincadeira. Olho para o lado e vejo pessoas extremamente animadas, ao som de "Hello, hello, baby; You called, I can't hear a thing". Isso é tão atual, né? Opa, outra questão: o que os nossos pais ouviam? Vão ai alguns chutes, que só mais tarde vou confirmar. “Você viu um moreno, alto, bonito e sensual? Talvez ele seja a solução dos seus problemas, o endereço pra comunicação, pra caixa postal do amante profissional”. E não para por aí, “Aonde está você? Me telefona. Me chama! Me chama! Me chamaaaa!”, e mais “Pelo rádio da polícia ela manda o seu recado. Alô, polícia?”, talvez fosse isso o que os nossos pais ouviam na década de 80.
Volto desse pensamento e olho para todos os lados. Cada pessoa me lembra um ritmo, uma letra diferente. Avisto uma jovem com ar apaixonado que gesticula “Teus sinais me confundem da cabeça aos pés...”.
Saio do trem e me dirijo para a agência, mas não paro de observar os outros ao meu redor. Atravesso a rua, chego no prédio, entro no elevador e começo a ler as notícias que passavam na tela, logo me vem à cabeça “Não tenho paciência pra televisão. Eu não sou audiência para a solidão. Eu sou de ninguém, eu sou de todo mundo e todo mundo me quer bem”.
Entro no escritório, comprimento os meus colegas e então percebo que todos me olham de uma forma diferente. Em cima da minha mesa havia um recado de um novo "job" e surge uma voz na minha cabeça que dizia “Criar meu website, fazer minha home-page, com quantos gigabytes ...”.
Começo a trabalhar, abro os portais e de repente sou arrancada dos meus pensamentos que flutuavam por “vejo o programa que não me satisfaz, leio o jornal que é de ontem, porque para mim tanto faz” com a música que vinha do computador ao lado “Ela não anda, ela desfila! Ela é top, capa de revista, ela é mais mais, ela abusa no look tira foto do espelho para botar no Facebook”. É nessa hora que peço encarecidamente para usarmos nossos fones de ouvido.
E por hoje chega, mas me lembro de “Era vida em preto e branco, quase nunca colorida reprisando coisas que não fiz, finalmente se acabando feito longa, feito curta que termina com final feliz”.
Carol Zanola é assistente de arte. Tem formação superior em Produção Multimídia. Apaixonou-se logo cedo pelo cheirinho de jornais e revistas e nunca dispensa um belo café. Estudante da Oficina de Teatro 2013, do grupo A Ordem do Caos.