Gosta de apreciar aquela deliciosa sopa para aquecer o inverno?
A Ceagesp realiza até agosto o Festival de Sopas no seu Espaço Gastronômico. Pagando um valor de R$33,90 por pessoa, você pode experimentar todo o cardápio de sopas à vontade. Bebidas, sobremesas e antepastos são cobrados à parte. O visitante também tem à disposição uma mesa especial com queijos e frios, além de uma carta de vinhos e, conforme a tradição do evento, merengue como sobremesa. Às terças-feiras é servido canjica doce. A cada semana é divulgado um cardápio especial e você pode conferi-lo no site oficial do evento.
A edição deste ano acontece de terça a domingo. O acesso é pelo portão 4 da Ceagesp, na altura do numero 1.946 da avenida Doutor Gastão Vidigal, na Vila Leopoldina, zona oeste da capital. O local conta com estacionamento a R$ 10 (preço fixo).
O Festival de Sopas Ceagesp é realizado desde 2009 quando a companhia completou 40 anos. A ideia era homenagear e presentear os frequentadores com a sopa de cebola – iguaria que virou símbolo da região entre as décadas de 1960 e 1970. O sucesso do Festival foi tanto que retornou nos anos seguintes trazendo não só o famoso prato (que é servido em todas as semanas do evento), mas também outras novidades no cardápio.
FESTIVAL DE SOPAS CEAGESP 2016
Até 21 de agosto – De terça a domingo
Horários: terças, quartas, quintas e domingos, das 18h à meia-noite; sextas e sábados, até 2h da manhã.
Local: Espaço Gastronômico Ceagesp – Portão 4 da Ceagesp
Endereço: Av. Dr. Gastão Vidigal, 1946 – Vila Leopoldina, zona oeste da capital paulista
Estacionamento: R$ 10.
Preço: R$ 33,90 por pessoa (bebidas, sobremesas e antepastos são cobrados à parte). Grátis para crianças até 5 anos. De 6 a 10 anos pagam meia.
Danilo Moreira é jornalista e escritor. Além de gostar de observar e delirar sobre as entrelinhas do cotidiano, também produz conteúdos voltados à Criatividade no site Gênio Criador. Trabalhou no teatro por três anos com atuação e criação de roteiros. Seu blog pessoal é o Ponto Três. Escreve mensalmente para o AODC Notícias.
também
rechaçará qualquer pensamento de comida e bebida,
só então poderá comer e beber
no devido espírito.”
(Trecho retirado do filme A Festa de Babette)
Ganhador de um Oscar na categoria de
melhor filme estrangeiro, A Festa de Babette (1987) se passa em
um vilarejo na costa da Dinamarca. A cenografia inaugurou o estilo de filmes
gastronômicos.
Inspirado em um livro homônimo escrito por Karen Blixen, conta a história de duas irmãs, Martina e Philippa, filhas de um pastor que é líder de sua própria seita, que prega a salvação por meio da renúncia.
Existem poucas diferenças entre o filme
e o livro: maior descrição de personagens, lugares e situações;
diálogos mais completos; algumas tramas expostas no filme são mais detalhadas e
ficam mais claras no livro; no entanto, em geral, todos os temas principais são
abordados no filme.
Na trama, as irmãs seguem os preceitos
religiosos impostos pelo pai mesmo após seu falecimento: permanecem se organizando
com outros seguidores para reuniões e orientação, se voltam para
os trabalhos de caridade, nunca se casaram e abstêm-se dos prazeres carnais. Cada uma, na juventude, teve seu
admirador: Philippa encanta o General Lorens que, ao perceber que não poderá
tê-la, muda sua vida totalmente depois da experiência com esta; já Martina
encanta Archille Papin, um famoso tenor, que também não permanece na vida da
jovem.
Babette, a personagem que dá nome ao
filme, é uma fugitiva da comuna de Paris, que chega à casa das irmãs em
uma noite de setembro de 1871, quando elas já estão em idade avançada.
Recomendada por carta por Papin, Babette
passa a trabalhar na casa de Martina e Philippa em troca de hospedagem e
comida. O único vínculo que ainda possui com a França é um bilhete de loteria que
seu sobrinho renova todos os anos.
O tempo passa e, após 14 anos morando no vilarejo, já habituada aos costumes dos moradores e a
rotina que desenvolveu, Babette recebe a notícia de que ganhou 10.000 francos na loteria de Paris. Quista e útil, tanto para as irmãs quanto
para os moradores do vilarejo, eles temem que ela retorne a Paris. Temem perdê-la.
Enquanto isso, em homenagem ao
centenário do pastor, pai de Martina e Philippa, é decidido que haverá uma
comemoração. Babette pede às irmãs que a deixem preparar um jantar francês e custeá-lo. As irmãs não aceitam de início, mas diante da insistência e argumentos
de Babette, acabam permitindo que ela o prepare. Porém, não habituados com os ingredientes
encomendados, os seguidores dos ensinamentos do pastor, que são os
convidados das irmãs para a refeição, chegam a imaginar que Babette esteja fazendo bruxaria. Fazem um acordo: irão comer, mas não vão saborear
nada. Não sentirão o prazer de degustar e não farão comentários que estejam
relacionados ao jantar. No entanto, o que lá acontece é
algo inesperado: o que procuravam na religião encontram na comida. O filme fala de religiosidade, generosidade,
de amar o que se faz e assim doar-se; do significado da arte; e o mais
importante: como uma refeição pode influenciar a vida das pessoas.
Babette, ao fim do filme, menciona as frases mais
significativas de toda a história:
“Um artista nunca é pobre.”
“Eu podia fazê-los felizes, quando dava o melhor de mim
mesma.”
Trailer
Os pratos preparados por Babette
Enquanto o jantar acontece, os elogios
do General Lorens Löwenhielm são entusiasmantes. Não só o cuidado com a
organização da mesa, como com o preparo de cada prato individualmente, é
admirável: Babette realmente se dedica a oferecer o melhor de si mesma.
Ela serve os seguintes pratos no
filme:
Potage a’la
Tortue (Sopa de Tartaruga)
Blinis
Demidoff au Caviar (Blinis Debidov)
Caille en
Sarcophage avec Sauce Perigourdine (Codornas no Sarcófago)
La Salade
(Salada)
Les Fromages
(Queijos curados variados)
Baba au Rhum
avec les Figues (Bolo embebido em calda de rum)
Veja abaixo uma das receitas mais
bonitas (e curiosas) do roteiro: uma versão de Caille en Sarcophage avec Sauce Perigourdine (Codornas no Sarcófago). Trata-se de um tipo da Tastemade, um pouco diferente e mais barata.
Além das frutas, Babette serve como
sobremesa o Baba au Rhum avec les Figues,
uma deliciosa e tradicional receita francesa. É um bolo servido com calda
de rum e frutas. Confira como fazer no site I Could Kill For Dessert.
Rúbia
Domingues é estudante de gastronomia e integrante do grupo A Ordem do Caos.
Gosta de artes plásticas, artesanato e cinema. Escreve eventualmente para o
BlogAbrasileirando e quinzenalmente para o AODC Notícias.
Quando se trata de culinária, uma simples busca na internet pode fazer com que você aprimore o que já sabe ou até aprenda a cozinhar, do zero mesmo. Pra quem já possui gosto pela cozinha e quer uma receita diferente, é muito fácil: basta digitar no Google uma palavra-chave relacionada ao que procura e localizar uma infinidade de receitas diferentes. E para quem não gosta ou não sabe cozinhar — e deseja aprender, o procedimento é o mesmo: sites relacionados ao tema podem auxiliar pessoas de várias culturas e diferentes gostos pessoais.
Nos últimos anos, os canais do Youtube que ensinam técnicas de cozinha e receitas diversificadas só têm aumentado. Famosos e não famosos dividem espaço e apresentam desde as receitas comuns do dia a dia até as mais requintadas; é possível também encontrar por lá dicas que facilitam o cotidiano na cozinha. Conheça alguns dos canais mais interessantes e divertidos do Youtube.
Rolê Gourmet
PC Siqueira e Otávio Albuquerque fazem receitas salgadas, doces e drinks de forma divertida. Em alguns dos vídeos, recebem convidados, além de dar nomes engraçados aos pratos, normalmente relacionados aos assuntos que conversam enquanto os preparam. Confira abaixo um vídeo da receita de Dogão Patrão, com a participação da atriz Carolina Ferraz.
Ana Maria Brogui
Este é o primeiro canal de culinária do Youtube Brasil. Caio Novaes ensina de maneira simples uma variedade bem curiosa de receitas. É possível encontrar desde o habitual bolo de chocolate até como fazer Doritos e Yakult. O canal deu origem ao livro Ana Maria Brogui – Façam na casa de vocês (Ed. Sextante, 2014). Abaixo, Caio mostra o passo a passo da famosa cebola do Outback:
Presunto Vegetariano
Entre doces, salgados e petiscos, Paula Lumi dá opções deliciosas pra quem quer ou precisa seguir dietas veganas e vegetarianas. Confira a seguir uma receita de maionese de alho vegana:
Cozinha para 2
Aqui, o casal Carol Thomé e Duca Mendes reproduz receitas fáceis e com poucos ingredientes. Trata-se de um programa exibido pelo canal por assinatura GNT, mas que posta vídeos no Youtube semanalmente. No link, veja como fazer um delicioso de brigadeiro de churros:
Samba Cooking
Este canal, criado pelo chef italiano Emmanuele Cucchi e pela food blogger brasileira Livia Zarut, traz a verdadeira cozinha italiana, que vai muito além da pizza. Também é possível ver vídeos sobre gastronomia básica, nos quais são ensinados macetes da cozinha profissional, como as técnicas de corte. Assista abaixo ao chef ensinando a receita de ovo com bacon na baguete:
Danielle Noce
Danielle Noce, chef confeiteira formada pela École Lenôtre, ensina, de forma divertida, receitas de drinks, doces e salgados. O canal deu origem ao livro Por uma vida mais doce (Ed. Melhoramentos, 2014), onde é possível encontrar mais de 170 receitas da apresentadora. Confira abaixo o trailer do canal.
Le Plat du Jour
Apresentado pela jornalista brasileira Uiara Araújo, este canal traz receitas simples da culinária francesa (local onde reside Uiara) e dicas de como adaptá-las aos ingredientes brasileiros. Veja a receita do "mousse au chocolat" (Melhor Mousse de Chocolate do Mundo):
Canais específicos de confeitaria, canais que misturam humor e gastronomia, canais que mostram culturas diferentes: o que não falta são opções para aprimorar ou aprender a gostar de cozinhar. Estes são só alguns dos canais. É possível encontrar uma variedade incrível, para todos os gostos e bolsos. Busque algo que se enquadre no seu perfil ou somente se arrisque com as sugestões. Talvez você até se depare com algo extremamente interessante que sequer imaginava encontrar.
Rúbia Domingues é estudante de gastronomia e integrante do grupo teatral A Ordem do Caos. Gosta de artes plásticas, artesanato e cinema. Escreve eventualmente para o BlogAbrasileirando e quinzenalmente para o AODC Notícias.
O fubá é um produto tradicional e muito consumido pelos brasileiros. É uma farinha feita a partir do milho, usada para produção de vários pratos (bolos - doces ou salgados -, polenta, broas, mingau, farofa, entre outros). A palavra fubá é de origem africana para designar farinha.
Pra quem tem interesse em saber como funciona a produção de fubá e farinha de milho, abaixo é possível ver dois tipos de produção.
A primeira é a produção industrial, para maior escala e é a mais usada nos dias de hoje:
A segunda forma de produção está praticamente em desuso. É uma técnica artesanal que acontece através de moinho movido a base de pressão de água. Essa técnica é interessante e ainda apreciada por alguns produtores, visto que os grãos de milho são moídos de grão em grão, o que ressalta a qualidade de fubá e mantém algumas proteínas que outras técnicas não mantêm.
Confira através dos vídeos abaixo, a produção através de moinho com pressão de água:
Neste link, veja uma
técnica parecida com a do moinho maior, mostrado anteriormente: http://goo.gl/vSC4sj
Existem muitas formas de fazer o tradicional bolo de fubá, consumido em cafés da tarde de muitos brasileiros. Confira duas receitas diferentes, fáceis e deliciosas de Bolo de Fubá!
Bolo de Fubá Cremoso
Ingrediente:
4 ovos
4 xícaras de leite
3 xícaras de açúcar
2 colheres de farinha de trigo
1 xícara e meia de fubá
2 colheres de margarina
100 g de queijo ralado
1 colher de fermento em pó
Modo de Preparo:
Coloque tudo no liquidificador e bata. Por alguns segundos coloque em forma untada e polvilhada com farinha de trigo. Asse em forno quente por 30 a 40 minutos. Quando for tirar do forno observe se ele está corado, pois ele fica meio mole. Mas só sirva bem frio. Obs: A massa fica bem molinha
Bolo de Fubá com Goiabada
Ingredientes:
1 ovo
1 copo (americano) de leite
1 copo (americano) de fubá
1 copo (americano) de açúcar
1/2 copo (americano) de óleo
1 copo (americano) farinha de trigo
1 colher de fermento em pó
Goiabada em pedaços
Erva doce (se quiser)
MODO DE PREPARO
Misturar no liquidificador, o ovo, o leite, o óleo, o açúcar, o fubá e bater bem. Depois coloque esta mistura numa tigela, e misture com a farinha e o fermento em pó, e se quiser pode misturar aqui uma pitada de erva-doce. A seguir coloque em forma untada com manteiga e farinha, ponha um pouco da massa, e camadas de goiabada, faça este processo várias vezes, até acabar com a massa por cima. Levar ao forno quente de 30 a 40 minutos.
Rúbia Domingues é estudante de gastronomia e integrante do grupo A Ordem do Caos. Gosta de Artes Plásticas, Artesanato e Cinema. Escreve eventualmente para o BlogAbrasileirando e quinzenalmente para AODC Notícias.
Eu, como filha de mineira, não poderia
deixar de falar dele, o famoso pão de queijo que sempre está presente em muitos
cafés da manhã e da tarde de todo o país. Uma receita
tipicamente brasileira; sua origem ainda é incerta, mas acredita-se que tenha
surgindo em Minas Gerais e se tornou popular nos anos 50. Abaixo resolvi postar uma receita tirada do
livro 400g, espero que possam se deliciar.
Ingredientes:
250ml de
leite 190ml de óleo
250ml de
água
600g de polvilho doce
5 ovos 600g de queijo-de-minas curado ralado
Sal
(conforme o teor de sal do queijo) Manteiga s/sal para untar
Preparo:
Ferva
o leite, o óleo e a água e escalde o polvilho.
Depois
de escaldado, misture os ovos um a um, o queijo e o sal até formar uma massa.
Faça
bolinhas e disponha em assadeira untada.
Asse
em forno preaquecido a 180ºC por aproximadamente trinta minutos.
Sirva-se
I, Imagem: http://www.teclasap.com.br/wp-content/uploads/2013/12/pao-de-queijo.jpg
Ananda Dias é estudante de gastronomia e atriz do grupo teatral A Ordem do Caos. Além disso, escreve sobre culinária para o AODC Notícias.
Ainda falando de comida que rua, não
podia deixar de mencionar uma das minhas feiras preferidas em São Paulo, hoje
vamos mostrar um pouco da feira da Liberdade.
Ela acontece todos os Sábados e Domingos, das
9h às 18h na Praça da Liberdade próxima ao metrô Liberdade. A feira recebe
variados grupos de visitantes que possuem em comum a busca pelos prazeres da
culinária japonesa e chinesa. Lá você pode encontrar pratos como: o tradicional
yakissoba, yakimeshi, guioza, tempurá,
sushi, sashimi, e também espetinhos de camarão, bolinhas de carne e queijo,
etc.
A
feira é bem cheia, principalmente no horário de almoço e por ter preços bem
acessíveis. Além da culinária, lá também se encontram artigos japoneses e
chineses. Visitá-la é uma ótima oportunidade de conhecer um pouco da culinária
oriental, as barraquinhas dão pequenas amostras da comida para motivar os
visitantes a comer e somos sempre muito bem atendidos com agilidade. Foi uma
das feiras que mais gostei de visitar, pois os alimentos são bem diversificados
e a experiência gastronômica foi ótima e com muitos aprendizados, valeu muito a
pena conhecer.
Fotos: Ananda Dias
Ananda Dias é estudante de gastronomia e atriz do grupo teatral A Ordem do Caos. Além disso, escreve sobre culinária para o AODC Notícias.
Hoje resolvi falar um pouco sobre a feira da Kantuta devido às
pesquisas que tive que fazer para a elaboração do meu TCC, um dos lugares
escolhidos para fazer visitação foi a feira. Localizada na Praça da
Kantuta próxima ao metro Armênia, a feira é um pedaço da Bolívia no Brasil, lá
você é o “estrangeiro”.
A feira mostra um pouco da cultura Boliviana para todos, desde as
malhas de Lã de Lhama, flautas de pã, artigos bolivianos, até sua gastronomia
“exótica” como corações de boi no espeto, Chicha
de Mani (uma espécie de suco de amendoim), empanadas, salteñas
(empanadas que eu provei e aprovei) e muito mais.
A feira acontece todos os Domingos das 11h às 19h. O modo mais
rápido de se chegar lá é pelo metrô Armênia. Existem datas festivas para eles
que são: "Festa das
Alacitas", em 24 de janeiro; Carnaval; Dia das Mães; Independência da
Bolívia, em 6 de agosto; aniversário de cidades bolivianas, Dia das Crianças e
Natal, onde ocorrem mais apresentações folclóricas, músicas
e danças.
Vale muito a pena conferir, abaixo uma
sequência de fotos que tirei da feira:
Ananda Dias é estudante de gastronomia e atriz do grupo teatral A Ordem do Caos. Além disso, escreve sobre culinária para o AODC Notícias.
Quem
nunca se alimentou na rua? Na correria do dia-a-dia, saindo do trabalho ou
escola, quem nunca se deparou com carrinho de cachorro quente? Ou com uma
barraca de pastel? E não tem coisa
melhor do que experimentar as iguarias servidas nas grandes metrópoles.
É
difícil encontrar quem não goste de uma barraca de tapioca, milho verde, caldo
de cana, cachorro quente entre outros, são alguns dos “quitutes” que podem ser
tão irresistíveis quanto se alimentar em um restaurante. Hoje a comida de rua, como são chamadas, não
só invadem o paladar dos paulistanos mas, também, de todo o Brasil e fazem
chefs se aperfeiçoarem a uma nova forma gastronômica com qualidade e preço
acessível.
“Infelizmente ainda visto por alguns como “Não seguro”, ” Não
higiênico” ou “Não saudável”, a cozinha de rua vem conquistando seu espaço
pouco a pouco. Porem é uma pena que em uma
cidade tão diversificada culturalmente como São Paulo a legislação não colabore
muito. Só são permitidos pela regulamentação oficial: barracas de pasteis,
caldo de cana e cachorro quente. Mas
hoje corre na Câmara Municipal um projeto de lei que autoriza a venda de comidas
de rua em São Paulo.
Além dos costumes,
história e tradições, a culinária é uma das muitas outras formas culturais de
representar um povo. Quando a mesma é de qualidade, não precisa ser
feita só por grandes chefs de restaurantes renomados, mas também podem ser
feita pela “tia do pastel”, “o moço do yakisoba” e pelo “tio do açaí”, o que
importa são seus temperos, sabores, originalidade gastronômica e que mais novas
barraquinhas se espalhem pelas ruas, contagiando ainda mais o paladar de todos.
Ananda Dias é estudante de gastronomia e atriz do grupo teatral A Ordem do Caos. Além disso, escreve sobre culinária para o AODC Notícias.
Hummm... Quem não gosta de um brigadeiro? E foi pensando nisso que resolvi fazer um pequeno texto para explicar a origem desse doce que alegra nossas festas e delicia nosso paladar com seu sabor.
Um doce típico brasileiro, o brigadeiro ou “negrinho” (como é chamado no Rio Grande do Sul) ficou conhecido nos anos 40, durante a campanha do brigadeiro Eduardo Gomes pelas eleições presidenciais. Dizem que o doce teria sido criado durante a primeira campanha e foi feito para arrecadar fundos. Logo, durante as festas o doce ficou conhecido como “docinho do Brigadeiro”. Sua propaganda era “Vote no Brigadeiro que é bonito e solteiro”. Dessa forma, as mulheres da campanha também distribuíam o docinho para ganhar votos.
Apesar de tanta fama, Eduardo Gomes perdeu as eleições para o então General Eurico Gaspar Dutra, mas ainda assim deixou seu legado em forma de doce. Hoje, podemos encontrar diversos tipos de brigadeiro: de chocolate branco, de Nutella, com nozes e até mesmo com licores e afins, o que vale é a criatividade.
Curiosidade: Em outros países o brigadeiro é conhecido como Trufa Brasileira.
Ananda Dias é estudante de gastronomia e atriz do grupo teatral A Ordem do Caos. Além disso, escreve quinzenalmente sobre culinária, sempre às segundas-feiras, para o AODC Notícias.
Abaixo, escolhi uma receita divulgada no dia 10 de outubro de 2012 pelo jornal Folha de
São Paulo, por Betty Kövesi.
Frango Crocante Simples
de Forno
Ingredientes
Quantidade
Manteiga
30 gramas
Sobrecoxas (sem
pele)
8 peças
Sal Refinado
1 colher (chá)
Suco de Limão
Tahiti
½ colher (sopa)
Bolachas Salgadas
1 pacote
Páprica
1 colher (chá)
Pimenta do Reino
Q.B
Modo de preparo:
- Pré-aqueça o forno em uma temperatura moderada;
- Lave o frango;
- Faça alguns cortes pequenos para que o tempero penetre facilmente;
- Em um bowl, coloque o sal, suco, a pimenta e misture;
- Passe esses temperos pelo frango. Reserve;
- Derreta a manteiga no fogão e passe-a no frango;
- Amasse as bolachas ate obter migalhas finas, coloque-as em um bowl e acrescente a páprica;
- Passe o frango na mistura;
- Coloque o frango em um refratário e leve-o ao forno
coberto com papel alumínio. Deixe por 20 minutos;
- Retire o papel alumínio e deixe o frango no forno por
mais alguns minutos até dourar.
Obs: Se preferir, as bolachas podem ser substituídas por
amêndoas.
Ananda Dias é estudante de gastronomia e atriz do grupo teatral A Ordem do Caos. Além disso, escreve quinzenalmente sobre culinária, sempre às segundas-feiras, para o AODC Notícias.
O
nome Gastronomia vem da combinação das palavras gregas gastros, que significa “estômago” e nomia, que significa “conhecimento”. É um ramo que engloba o
conhecimento entre culinária, bebidas, as formas de preparo, técnicas e os aspectos
culturais dos alimentos.
O uso da gastronomia sempre esteve presente na
humanidade. Seu início foi na pré-história, quando o homem primitivo, por meio da
descoberta do fogo, deixou de consumir somente alimentos crus e descobriu que
alguns deles poderiam ser modificados, mudando até o seu sabor.
A
comida, por ser conhecida como uma das melhores formas de prazer, fez com que
as pessoas se interessassem e procurassem entender mais a seu respeito. Da
antiguidade, até os tempos atuais, fez e faz transformações sociais e políticas.
A gastronomia segue o homem desde os primórdios: os nômades passaram a ser
agricultores, começando, então, a comer o que plantavam; a partir daí, iniciou-se a criação de animais e, conforme
ocorriam suas mudanças de cidade (ou até estado ou país), estes iam introduzindo aos outros povos o
conhecimento diferente que tinham em relação aos alimentos.
No
Brasil existe uma grande variedade gastronômica graças à cultura indígena, à
chegada dos portugueses e a outros povos que vieram para cá à procura de novas
terras. Possuímos, hoje, uma “miscigenação” da culinária. A maior prova disso vem
do fato de que cada região brasileira possui suas próprias características
gastronômicas.
A
gastronomia não é apenas comida e bebida, é uma arte. Hoje, observamos sua influência na cultura, filosofia, ciência e saúde de várias partes do mundo. Trata-se de uma técnica, feita com amor, dedicação, estudo, disciplina e prática. É um ramo que
cresce cada vez mais e continua atraindo admiradores e estudiosos.
Ananda Dias é estudante de gastronomia e atriz do grupo teatral A Ordem do Caos. Além disso, escreve quinzenalmente sobre culinária, sempre às segundas-feiras, para o AODC Notícias.