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08/01/2017

Zona de conforto

Por Danilo Moreira


Não deixe teus sonhos caírem de sono,
Enquanto espera a tua sorte acordar, 
Aguardando brotar a dose ideal de coragem,
Ou a chegada da oportunidade certa.

Esse sono vicia.
Dopa.
E te apodrece.

Março de 2016
Foto: Domínio Público

Danilo Moreira é jornalista e escritor. Além de gostar de observar e delirar sobre as entrelinhas do cotidiano, também produz conteúdos voltados à Criatividade no site Gênio Criador. Trabalhou no teatro por três anos com atuação e criação de roteiros. Seu blog pessoal é o Ponto Três. Escreve mensalmente para o AODC Notícias.

05/05/2016

Um caso do acaso

Por Sheila Borges



Caminhos que se cruzam
Caminhos que se completam
Muitas histórias, minhas histórias, suas histórias
Para aonde vamos?
Não sabemos...
Apenas continuamos seguindo e nos encontrando conforme sopra o vento!


Sheila Borges é fotógrafa formada em Produção Audiovisual e Maquiagem Cênica. Membro atuante de diversos projetos culturais, é uma grande apreciadora do cinema em geral. Ela escreve para o AODC Notícias quinzenalmente, sempre às terças-feiras. Aprecie imagens que captam sentimentos, cotidiano urbano e muita arte em Sheila Borges Fotógrafa.

21/06/2014

Slam do Corpo

                                   Por Pâmela Gomes  


“Paro e observo!
Enquanto mudos e surdos,
Dizem TANTO, tanto, tanto....
Somente com gestos, expressões e o Olhar...!”



Nesta última quarta-feira foi realizado no Sesc Pinheiros o 1º Slam de surdos e ouvintes do Brasil o SLAM DO CORPO.



Não sabe do que estou falando? Bom então vamos por partes.


Slam é o nome dado aos encontros realizados em casas, bares, ruas, teatros, onde ocorre uma espécie de batalhas de poemas. O interessante é que, por meio dos versos, as pessoas ali presentes podem expor suas opiniões diante das questões vivenciadas e suas experiências no meio em que vive. 

Em São Paulo temos como exemplo o Slam da Guilhermina, o Slam do 13 entre outros. Vale muito a pena pesquisar e visitar.



Mas voltando ao SLAM DO CORPO...


Slam do Corpo foi o resultado de três meses onde um grupo de pessoas ouvintes e surdos se reuniram assumindo a proposta de realizar um Slam diferente, onde simultaneamente ouvintes e surdos se apresentariam com poemas feitos pelos mesmos. E eu adorei fazer parte disso!



Confesso que de inicio fiquei na dúvida se daria certo, mas ao longo dos primeiros encontros nos foram apresentadas pessoas como Cibele Lucena, Joana Zatz Mussi, Roberta Estrela D’álva, Cauê Gouveia, Daniel Minchoni, Claudia Schapira e Luaa Gabanini, Amarilis Reto, Leonardo Castilho e documentação de Fernando Coster que mostraram que tudo é possível, as limitações vem de nós.

É mágico descobrir em outra língua a simplicidade das coisas. Ver, sentir o que é este mundo onde o corpo é quem fala. Descobrir que para eles a linguagem é algo simples, assim como para nós é o Falar.

E teve uma frase de um poema apresentado que me marcou muito:
“Ela não precisa falar a SUA língua para ter VOZ.”

Foi realmente uma experiência única, onde aprendi mais de mim para mim. E sei que será o primeiro de muitos.




Se interessou? 

Então curta as páginas do:
Corposinalizante: (grupo que há quase três anos estuda relações entre a Língua Brasileira de Sinais e a poesia)

Núcleo Bartolomeu de Depoimentos: (que coordena o ZAP, primeiro Slam de São Paulo)

Sarau do Burro: (um espaço diverso, coordenado pelo artista e poeta Daniel Minchoni.)


Pâmela Gomes é formada em Produção Multimídia, trabalha com edição fotográfica e de vídeo, estudante da Oficina de Teatro do grupo “A ordem do Caos” desde 2013. 

19/04/2014

“Vem para o Sarau na Praça!”

Por Jessika Martins


“O M.A.P. pra mim é um espaço de criação com liberdade, 
de exposição de fragmentos da alma e do coração, de resto é uma 
reunião secreta que a senha é sorrir.” 


                - Rafael Carnevalli (um dos organizadores do M.A. P) -




“Movimento Aliança da Praça -
M.A.P (Sarau 19/01/2014)”
Há quem diga que a arte só existe em museus, teatros, espetáculos, e exposições. Há quem diga que é difícil ver arte em qualquer lugar, que precisamos procurar e ir atrás para encontrar. Mas imagina só que legal, você estar passeando num domingo e de repente ouvir poesia saindo de uma praça? Com certeza essa vai te chamar a atenção. Ora, então deixe de imaginar e vai viver essa emoção!


“Por conta da chuva, a ocupação
aconteceu na estação ão Miguel Pta.
(Sarau 16/02/2014)”
O M.A.P. (Movimento Aliança da Praça) é um projeto bem legal, que tem como propósito unir toda a diversidade e expressão artística (poesia, música, teatro, dança, troca de livros, etc.) em um só lugar: “a Praça”, ou melhor, no Sarau da Praça. Realizado na Praça Padre Aleixo Monteiro Mafra, mais conhecida com “Praça do Forró” (em São Miguel Paulista, Zona Leste de São Paulo), o Sarau acontece todo mês e une toda essa arte, trazida não só pelos organizadores mas também pelos participantes e convidados do Sarau, que vêm da Zona Leste, outros Saraus e coletivos e demais regiões. E já que estamos falando de convidados, venho também fazer um convite para todos vocês:

“O M.A.P. e o Sarau na Praça estão completando um ano de arte, vida e momentos maravilhosos, então o Sarau desse mês será de comemoração e muito mais arte! Acontecerá no dia 27 de abril (domingo) a partir das 15h e, além da troca de livros, palco aberto, poesia e música, terão vários convidados de diversas regiões e coletivos para rechear ainda mais esta tarde, de um domingo tão especial. Alguns dos convidados: Poetas Ambulantes, Emerson Alcalde (Slam da Guilhermina), Ni Brisant (Sobrenome Liberdade), Lika Rosa, Victor Rodrigues (Praga de Poeta) e muito mais!”

Sarau "O Que Dizem os Umbigos?"
no M.A.P (Sarau  16/03/2014)

E aí, vamos curtir o Sarau na Praça? 
Traga sua arte e participe também!

Dia 27 de abril de 2014, a partir das 15h na Praça Padre Aleixo Monteiro Mafra – “Praça do Forró” –, em frente à estação São Miguel Paulista (Zona Leste).








“Jessika Martins está no 1º ano de Psicologia e é estudante da Oficina teatral A Ordem do Caos de desde 2013.”

13/03/2014

12ª edição do Sarasta

Por Ingrid Menezes

Olá meus amores e amoras

Seguinte, sábado (15/03) será um dia de comemoração e despedida.
O Sarasta comemorara seu aniversario e sua ultima edição; e a programação esta iluminada de tão linda.




  • Americano Fiduhenrique (Estado C) e Salvo Conduto 
  • Paulo Flores Itiuba (Apologia Groove) – James Bantu – Além da Ponte - Debora Faria
  • Fino Du Rap + Disciplina de Rua Caue Guerra) + Banda 4:20( Leandro Opazo)


Teatro com Alex Jardim (Cabelo) e Bruno Marselha

Intervenção com Poetas Ambulantes

Exposição com: Exposição Luvita - Pequenas Intimidades Públicas e Gled Rodrigues – Exposição de fotografias.

Lançamentos coletivos - bancada com livros dos autores presentes.

E claro, microfone aberto para ouvir sua arte!!!

O Sarasta acontece no Rasta Bier
Rua Antônio Helio de Azevedo Marques, n°70, 04653-190 São Paulo.

E começa as 17:00 horas.




(indicação de Ingrid Menezes)
Ingrid Menezes Formada em Gestão de Pessoas e atriz do Grupo A Ordem do Caos.


01/03/2014

A magia das palavras...

Por Carol Zanola


"Todo dia é dia e tudo em nome do amor. Ah, essa é a vida que eu quis"
 - Trecho da música - Pro dia nascer feliz - Cazuza / Frejat

Letras, sílabas, frases, estrofes e a minha alma resplandece o mais puro sentimento que só as  palavras bem ditas podem nos causar, o Amor. Amor ao que é dito, lembrado e vivido.

No último dia da exposição "CAZUZA Mostra Sua Cara", tive a oportunidade de acompanhar e eternizar por meio de retratos, o belíssimos trabalho (não é a melhor definição para o coletivo, pois só vi pessoas transmitindo alegria e amor) que os Poetas Ambulantes fazem na nossa cidade.

O coletivo "Poetas Ambulantes", oferta poesias no transporte público da cidade de São Paulo, mais que isso, tornam o trajeto dos passageiros mais agradável. Tantas reações e emoções são percebidas enquanto o ônibus segue o seu destino. É uma troca de sorrisos e poesias.

Com a temática "Cazuza", os poetas foram declamando trechos de algumas canções, como "Exagerado", "O tempo não para" e "Codinome Beija-Flor". Além, de poesias autorais.

Foi uma linda homenagem!


Espero que os nossos caminhos se cruzem mais e mais...Muito obrigada!


"Uma vez Poetas Ambulantes e nada será como antes!"

Muita poesia e sorrisos

Carol Zanola é assistente de arte. Tem formação superior em Produção Multimídia. Apaixonou-se logo cedo pelo cheirinho de jornais e revistas e nunca dispensa um belo café. Estudante da Oficina de Teatro 2013, do grupo A Ordem do Caos.

17/09/2013

Mudanças

Por Sheila Borges










Quando tudo parecer confuso mude a direção.

Explore outros caminhos.






Agucem e apreciem seu olhar!






Sheila Borges é fotógrafa e estudante de Produção Audiovisual, participa de projetos culturais com alguns amigos e é uma grande apreciadora do cinema em geral. Ela escreve para o AODC Notícias quinzenalmente, sempre às terças-feiras. Aprecie fotografias que captam sentimentos, cotidiano urbano e muita arte em Sheila Borges Fotógrafa

27/06/2013

Gigantes

Por Lucas Alves

Gigantes que se prezam
Acordam com os pés
Pra fora da cama.

E ao anoitecer
Cantam vitórias
Ao redor de fogueiras

Que imitam o sol.

Lucas Alves esta no primeiro semestre do curso de Letras da Universidade São Paulo e é estudante da Oficina de teatro "A Ordem do Caos".

01/11/2012

Erupção vulcânica mergulhada em conflito

Por Tamires Santana

Terremotos, calor excessivo, furacões, legiões de aranhas que atacam a índia, asteroide que se aproxima do planeta, ruínas financeiras, políticos corruptos, problemas sociais, ato de recolher do PCC... e eu aqui, no meu quarto, apenas preocupada com o meu nariz.
Viva la crisis existencial! 

De nada sirvo para este mundo. Desligo o celular, durmo estressada, pernilongos me fazem companhia. Ao acordar, ligo o celular, “ninguém me ligou? Não tenho amigos”.
Vida bandida!

O telefone toca, atendo, cai a ligação. O telefone toca, atendo, linha muda. O telefone toca, atendo, xingo. Do outro lado da linha “gostaria de falar com Maria...”
Como sou grossa!

Cataclismos não são suficientes, o que importa é só o meu mau-humor. Dado momento me recordo dos maias... os maias nunca disseram que o mundo iria acabar, ledo engano, apenas profetizaram o início e o fim de ciclos, mas nada de explosões planetárias.
Que pena!

Seria muito mais fácil se tudo explodisse. Em uma única tacada, todos os problemas evaporar-se-iam. Karl Marx disse: “tudo o que é sólido se desmancha no ar”. Perfeito! Porque o mundo não acaba deste jeito? Seria uma saída triunfal pra todos nós.
Lamentável!

O mercado do fim do mundo comendo solto, rendendo milhões e eu aqui, desperdiçando o meu talento. Mas a culpa não é minha. A culpa é do ego e do pensamento.

Erupção vulcânica mergulhada em conflito - Parte II

Força magística do poder ígneo, portal interminável sobre a existência.
Nada de impulsos, ódio ou má intenção.
A nada escapa à lei da Ação e Reação. 

Por séculos, evocam-se deuses e divindades
Pra ênfase do ego.

E depois, após tamanha destruição,
Clamam o apocalipse como solução.
Parou a palhaçada!
Vão ter que arcar com as consequências, camarada.
Se adapte à constante transformação.

Olho para o meu umbigo
Reclamo das coisas comigo
Lembro dos maias, de Karl Max.
Índio Guarani Kaiwoá foi morto, estuprado, expulso.

Puta que pariu!
E eu aqui olhando só para o meu nariz.
Dado momento me senti uma meretriz.
Ser índio é tomar chumbo (censurado).

Lembro-me do meu finado avô.
Índio, cabra da peste, bebum...vitimado.
Perdão por colaborar ao sustento dessa vida moderna, confortável.
Que nem mesmo eu saboreio.
Pra quem, até quando?
Não me chateie com questionamento.
Vou ganhar o céu com o meu cabresto.

Sou índia renegada,
O menino de rua que samba na cara da sociedade
Pedindo gorjeta e socorro.
Macaco Simão depilado, escovado e adaptado. 
Sou o obscuro fazendo parte do infinito,
Uma erupção vulcânica mergulhada em conflito.

Morrer e acabar,
Sério que você acredita nisto?
Ciclos consolidados, sólido que desmancha.
Nada impede a eternidade de vigorar.
Mas, enquanto o pensamento obscuro viver,
Pra essência jamais vai despertar.


Tamires Santana é jornalista e designer gráfico, além de militante em prol dos movimentos culturais na cidade de Francisco Morato. Ela escreve para o AODC Noticias quinzenalmente, às terças-feiras. Às vezes, às quartas, às quintas... tudo depende dos aparatos tecnológicos que nos dão suporte e por vezes nos abandonam...
Aprecie textos melancólicos, insensatos, apaixonados e quase nunca jornalísticos em:  http://ofilhoemeu.blogspot.com.br/

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